Contrário à reforma tributária, Bruno promete ações para ‘amenizar’ perdas para Salvador

    ‘A mobilização e as conversas vão continuar para conseguirmos conquistas para os municípios’, disse o prefeito, lembrando, entretanto, que prejuízos não virão em curto prazo

    Foto: Gabriela Araújo / bahia.ba

    Durante assinatura para liberar intervenções viárias na Rótula do Abacaxi, na manhã desta sexta-feira (7), um dia após a aprovação da reforma tributária na Câmara dos Deputados, o prefeito Bruno Reis (UB) reforçou a posição contrária ao projeto e prometeu ações para “amenizar as consequências” negativas aos municípios.

    Apesar de seu partido em peso ter votado favoravelmente ao projeto, o gestor municipal lembrou que a Frente Nacional dos Prefeitos quer uma reforma, mas destacou que não “esta que está aí”. Isto porque, em sua avaliação, ela prejudica a arrecadação dos municípios.

    “Veja, nós prefeitos das médias e grandes cidades – essa é a posição da Frente Nacional -, nós aprovamos a reforma, queremos a reforma tributária, mas esta que está aí, efetivamente, por tirar a autonomia dos municípios, principalmente o nosso principal tributo, que é o ISS; por ainda ser uma interrogação em relação a alíquota, que vai caber ao Senado agora definir o percentual; por não ter certeza e ter uma indicativa que pode perder receita, nós estamos contra”, afirmou o prefeito de Salvador.

    Apesar de firmar sua posição contrária ao projeto e garantir que tomará medidas para reverter perdas, Bruno tentou tranquilizar a população ao descartar efeitos imediatos da reforma. “Depois que o Congresso resolveu apreciar, encaminhamos algumas sugestões que são salvaguardas pra amenizar as consequências da reforma”, contou o chefe do Executivo municipal.

    “A mobilização e as conversas vão continuar para conseguirmos conquistas para os municípios. Depois vão vir as leis complementares, mas, para tranquilizar a população, para tranquilizar a todos, tem regras de transição que vão chegar a 50 anos”, ponderou Bruno Reis, destacando que “não há para curto e médio prazo a perda de receita para Salvador”, apesar de que “efetivamente, pode ocorrer no futuro”.

    “O meu dever, como prefeito, é defender as nossas finanças. Afinal de contas, é isso que permite a gente dar respostas aos problemas do dia-a-dia, melhorar a qualidade do serviço público, fazer investimentos, fazer uma série de ações que vem transformando a vida da nossa cidade”, concluiu.