Coronel quer legalizar os jogos de azar no Brasil, dos cassinos ao bicho

    "A previsão, com base no que jogos rendem em outros países, é de R$ 50 bilhões por ano"

    Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
    Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

     

    Relator do projeto do senador Roberto Rocha (PSDB-MA) que legaliza apenas os cassinos no Brasil, o senador baiano Angelo Coronel (PSD) já decidiu: no relatório final que apresentará até o final deste mês vai incluir emendas legalizando todos os jogos, inclusive o bicho.

    — A previsão, com base no que jogos rendem em outros países, é de R$ 50 bilhões por ano. O governo já beneficia 14,5 milhões de pessoas no Bolsa Família. Com essa grana, poderia bancar mais 20 milhões.

    Coronel diz que já conversou com Paulo Guedes, ministro da Economia:

    — Ele achou interessante. Interessante e ousado.

    Empregos

    Diz Coronel que, além da arrecadação, serão gerados 700 mil empregos diretos, e 600 mil indiretos.

    — Na América do Sul, só o Brasil não legalizou os jogos; na OCDE, só dois países.

    Na legislatura passada, um projeto similar circulou no Congresso até ser derrubado no Senado, numa articulação do então senador capixaba Magno Malta, que é evangélico.

    Aliás, a principal reação vem da bancada evangélica, sob argumento de que estimula o vício e facilita a corrupção. Coronel diz que eles já avisaram:

    — Dizem que não flertam com quem leva dinheiro.

    Os defensores dizem que isso é bobagem. Afinal, o Brasil já tem os jogos oficiais, como as loterias da Caixa, e o jogo do bicho, que é clandestino. Nos dois casos, o princípio é o mesmo, só muda o caixa.

    Mas não é assim que todos acham, teremos polêmicas.