Na ilha pós-pandemia, a prioridade será o passageiro

    A Covid deixa sua herança maldita também no futuro imediato

    Se no velho normal da pré-pandemia o ferry-boat já era palco de monumentais sufocos, na crise, funcionando com restrições, piorou. E a Covid deixa sua herança maldita também no futuro imediato.

    O secretário Marcus Cavalcanti (Infraestrutura) diz que o governo trabalha em duas linhas, e também admite que a pandemia força a rediscussão e eventuais mudanças de algumas estratégias.

    — Temos que atender o transporte de veículos e de passageiros. Na pandemia, o preço do dólar disparou, e o do Euro também. Isso altera toda a estratégia que pensamos: contratar mais um navio por aluguel, o que, segundo ele, ainda tem ‘um imposto mensal’, e é alto’.

    Mar Grande

    Segundo o secretário, a aposta maior no momento é a ampliação da oferta de passageiros. Para tanto, o esforço é para tirar o calo que trava o fluxo em Mar Grande. Na maré baixa, barco não encosta:

    — A licitação da dragagem de Mar Grande está engatilhada. Isso vamos fazer logo. O ferry… adiante veremos o caminho a seguir.

    A previsão é a de que, com a construção da ponte, cujo contrato tem previsão de assinatura para o próximo dia 20, o fluxo de veículos vai aumentar, e a situação vai se complicar.

    Hoje, o ferry, no pique, opera com cinco embarcações. Já teve oito. De dois em dois anos cada navio é obrigado a parar para limpeza no casco. Por lá, dias piores virão.