CPMI das Fake News deve pedir quebra de conteúdo de rede desarticulada

    Presidente da comissão, senador Ângelo Coronel, aguarda envio oficial por parte do Facebook, que excluiu perfis ligados à família Bolsonaro

    Foto: Agência Senado

    A CPMI das Fake News deve solicitar quebra de conteúdo para propor que o Ministério Público indicie quem tenha cometido algum tipo de crime. A informação foi passada pelo senador Ângelo Coronel (PSD-BA), presidente da comissão.

    Segundo ele, a comissão vai aguardar o envio oficial por parte do Facebook das contas inautênticas, para então solicitar a quebra do conteúdo. Em nota sobre a desarticulação de rede ligada ao clã Bolsonaro por parte do Facebook, o senador ainda cobrou ação do WhatsApp para chegar à autoria dos autores de disparos em massa das fake news.

    “Louvo a atitude do Facebook em banir essas contas inautênticas. Isso prova que o projeto de combate às fake news, aprovado no Senado e tramitando na Câmara, está no caminho certo. Falta agora ação do WhatsApp”, disse Coronel.

    Nesta quarta-feira (8), o Facebook anunciou a exclusão de contas, páginas, grupos e perfis ligados a funcionários do gabinete de Jair Bolsonaro, do senador Flávio Bolsonaro e do deputado federal Eduardo Bolsonaro. No final da tarde, a deputada federal Lídice da Mata, relatora da CPMI das Fake News, disse que a conclusão da empresa não surpreende.

    “Nossas investigações sempre apontaram para uma rede de desinformação que pode, sim, ter influenciado o pleito eleitoral de 2018 e que continua atuante com fortes suspeitas de amplo apoio da família Bolsonaro”, dise Lídice.