Publicado em 08/07/2020 às 20h00.

CPMI das Fake News deve pedir quebra de conteúdo de rede desarticulada

Presidente da comissão, senador Ângelo Coronel, aguarda envio oficial por parte do Facebook, que excluiu perfis ligados à família Bolsonaro

Redação
Senador Angelo Coronel (PSD-BA), presidente da CPMI das Fake News No Congresso  Foto: Agência Senado
Senador Angelo Coronel (PSD-BA), presidente da CPMI das Fake News No Congresso
Foto: Agência Senado

 

A CPMI das Fake News deve solicitar quebra de conteúdo para propor que o Ministério Público indicie quem tenha cometido algum tipo de crime. A informação foi passada pelo senador Ângelo Coronel (PSD-BA), presidente da comissão.

Segundo ele, a comissão vai aguardar o envio oficial por parte do Facebook das contas inautênticas, para então solicitar a quebra do conteúdo. Em nota sobre a desarticulação de rede ligada ao clã Bolsonaro por parte do Facebook, o senador ainda cobrou ação do WhatsApp para chegar à autoria dos autores de disparos em massa das fake news.

“Louvo a atitude do Facebook em banir essas contas inautênticas. Isso prova que o projeto de combate às fake news, aprovado no Senado e tramitando na Câmara, está no caminho certo. Falta agora ação do WhatsApp”, disse Coronel.

Nesta quarta-feira (8), o Facebook anunciou a exclusão de contas, páginas, grupos e perfis ligados a funcionários do gabinete de Jair Bolsonaro, do senador Flávio Bolsonaro e do deputado federal Eduardo Bolsonaro. No final da tarde, a deputada federal Lídice da Mata, relatora da CPMI das Fake News, disse que a conclusão da empresa não surpreende.

“Nossas investigações sempre apontaram para uma rede de desinformação que pode, sim, ter influenciado o pleito eleitoral de 2018 e que continua atuante com fortes suspeitas de amplo apoio da família Bolsonaro”, dise Lídice.

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