Governador anuncia plano de construção de barragem no Rio Pojuca

    Construção terá empréstimo de R$ 450 milhões do Banco do Nordeste; Rui Costa fez alerta sobre economia de água e disse que está na torcida por chuvas na RMS

    Foto: Alberto Coutinho/ GOVBA

    Diante da crise hídrica que afeta o estado, com possibilidade de racionamento de água ainda neste semestre, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), anunciou, nesta quarta-feira (12), o plano de construção de uma barragem para o Rio Pojuca, dividido em duas etapas, com financiamento do Banco do Nordeste. De acordo com o petista, a primeira custaria cerca de R$ 150 milhões e a segunda mais R$ 300 milhões.

    “Queremos iniciar essa obra imediatamente. Inicialmente, com um pequeno barramento com adutora de água em um prazo de um ano e, em seguida, uma barragem, que teria o prazo de mais dois anos”, estimou, em entrevista coletiva, após visitação às obras do setor de abastecimento de água do Reservatório R23, localizado na Estrada das Pedreiras, divisa entre Salvador e Simões Filho, na Região Metropolitana.

    O chefe do Executivo baiano ainda pediu o apoio da imprensa e da população na economia de água na RMS. “É bom alertar e pedir à população que faça o máximo possível o uso racional da água, aquelas dicas sempre importantes de quando for passar o sabonete e escovar os dentes, desligar a água, não ‘varrer’ a calçada com água, porque, infelizmente os nossos reservatórios estão vazios”, alertou.

    O governador disse também que as chuvas que caíram na RMS na última semana não foram “suficientes para repor o reservatório” e por isso está na “torcida e deseja que as chuvas voltem na Região Metropolitana para reforçar a Pedra do Cavalo e as barragens de Ipitanga e Joanes para que a gente tenha tranquilidade no abastecimento.”

    Ainda segundo Rui, a obra deve ficar pronta em dezembro, mas já a partir de junho as comunidades do entorno devem sentir a diferença no abastecimento, pois os engenheiros vão realizar um desvio para os reservatórios ativos da região de Lauro de Freitas e nos bairros vizinhos à capital.

    “O esgotamento sanitário também será ampliado entre o limite de Salvador e Lauro de Freitas, que ganhará R$ 192 milhões em obras na rede coletora que será integrada ao emissário submarino de Salvador, o que garantirá melhor saúde e melhor tratamento ambiental de toda a região”, detalhou.

    Parte da obra é realizada pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento, que investiu de R$ 71,4 milhões na ampliação e melhoria operacional na área.