Crítico de nova CPMF, Maia sugere financiamento de desoneração com subsídios

    Ministério da Economia planeja desonerar 25% da folha de pagamento das empresas, com a condição de criar novo tributo sobre transações

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou mais uma vez a possibilidade de criação de uma nova CPMF. Em almoço promovido pelo grupo LIDE, em São Paulo, nesta sexta-feira (31), o parlamentar disse que o tributo terá impacto na economia.

    “Um imposto como a CPMF é cumulativo, ele trava a economia, ele exporta o imposto e tira a competitividade das exportações brasileiras. Então, ele não é neutro. Ele pode ser neutro do ponto de vista do número, 100 aqui e 100 ali. Mas do ponto de vista do impacto na economia, ele não vai ser neutro nunca, ele vai ter um impacto real em travar o desenvolvimento do nosso país”, avaliou.

    De acordo com informações da Folha de S.Paulo, Rodrigo Maia sugeriu que o corte de subsídios em determinados setores pode financiar a desoneração da folha de pagamento. O Ministério da Economia planeja desonerar até 25% da folha de pagamento das empresas, em todas as faixas salariais, sob condição de criar novo tributo sobre transações.

    Maia lembrou, na reunião, que o país tem R$ 450 bilhões em subsídios.

    “Não é possível que daí não possa sair o financiamento da proposta de desoneração. Não é possível que, mais uma vez, e não estou criticando quem pensa diferente, nós construímos a solução para um problema causando outro problema para a sociedade brasileira”, criticou.

    O presidente da Câmara é crítico de uma nova CPMF e já falou publicamente, em diferentes ocasiões, que essa proposta não passaria na Casa. Na quinta-feira (30), Maia ironizou a criação do imposto, sugerindo que dão diferentes nomes, podendo até ser em inglês, para imposto ficar bonito e tentar enrolar a sociedade.