Defesa de Temer estuda pedir prazo maior para responder questões da PF

    A entrega foi determinada para acontecer no mesmo dia em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa o julgamento que pode cassar a chapa Dilma-Temer

    Foto: Lula Marques/PT

    A defesa do presidente Michel Temer (PMDB) estuda pedir uma ampliação no prazo de envio de resposta das 82 perguntas colocadas pela Polícia Federal. O questionário foi entregue às 16h30 desta segunda-feira (5) aos advogados do peemedebista e devem respondido por escrito até a mesma hora desta terça-feira (6), tempo considerado muito curto.

    As indagações não abordam apenas o áudio da conversa entre Temer e o empresário Joesley Batista, mas outros fatos investigados no inquérito por suspeitas de envolvimento nos crimes de corrupção, obstrução à Justiça e organização criminosa.

    A entrega das respostas foi determinada para o mesmo dia em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa o julgamento que pode cassar a chapa Dilma-Temer e os advogados estão focados na ação da Corte, fato que complica ainda mais o a construção das respostas.

    Já os assessores do presidente acreditam que o envio das perguntas na véspera do julgamento no TSE e com um prazo curto antes de sessão de abertura no Tribunal, marcada para as 19h, é uma forma de pressionar os ministros e reforçar detalhes que são investigados no inquérito.

    Não se sabe se o pedido de dilatação seria aceito. Na última quarta-feira (31), o relator da ação no Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, negou o pedido da defesa para que fosse adiado o depoimento por escrito da PF até a conclusão da perícia no áudio da gravação entre Temer e Joesley.

    Os defensores do mandatário nacional também pediram que a PF fosse proibida de fazer perguntas sobre o teor da gravação, solicitação também rejeitada por Fachin. Na decisão, o magistrado, no entanto, disse que o presidente possui o direito constitucional de, como investigado em um processo criminal, não responder às perguntas que lhe forem feitas.