Delliana defende desmilitarização da polícia

    Candidata ao Senado pelo PSOL afirma que debate amplia diálogo com eleitores

    Foto: Luana Neiva / bahia.ba

    A candidata ao Senado, professora Delliana Ricelli (PSOL), afirmou nesta sexta-feira (25) que o debate entre os postulantes ao cargo representa uma oportunidade de apresentar propostas diretamente aos eleitores dos 417 municípios baianos.

    “É um momento ímpar que a gente tem para dialogar e falar diretamente com 417 municípios da Bahia, né? Então é o momento da gente apresentar nossas propostas e de fato apresentar aquilo que a gente acredita que é melhor para a Bahia”, afirmou.

    Delliana também falou sobre sua candidatura e afirmou que pretende representar diretamente a população, que tem o seu próprio diferencial e, segundo ela, os seus adversários afirmam falar em nome dos eleitores ou contam com estruturas políticas e financeiras maiores, mas que ela sim é do povo e trabalhará por ele.

    “Eu sou a proposta e eu sou a vertente que, de fato, representa o povo. Enquanto essas pessoas falam em nome do povo, eu sou o povo. Enquanto essas pessoas têm a máquina, eu tenho, inclusive, pessoas que têm trabalhado na minha campanha sem receber nenhum dinheiro, nenhum incentivo. Acho que isso é a minha diferença”, disse.

    Candidata defende desmilitarização da polícia

    Na área de segurança pública, Delliana defendeu um processo gradual de desmilitarização e destacou a necessidade de ampliar os investimentos no setor. “A gente precisa entender que esse processo de desmilitarização é um processo que é contínuo e paulatino, inclusive compreender a necessidade de investimento”, declarou.

    Candidata questiona modelo de operações e criticou os efeitos colaterais, que são as mortes do povo

    A candidata também defendeu o uso de tecnologia e inteligência como ferramentas para o enfrentamento da criminalidade. Além disso, afirmou que a formação dos agentes de segurança precisa ser aprimorada, além disso para Delliana, o combate à violência não deve se limitar à realização de operações policiais.

    Delliana afirmou que é necessário reduzir conflitos durante as ações de segurança e criticou situações em que operações policiais resultam em mortes.

    “A gente precisa formar melhor os nossos policiais, a gente precisa diminuir conflitos e confrontos para que a gente possa fazer um enfrentamento ao crime organizado. Não basta ter operações, porque a gente vê que as operações, muitas vezes, policiais acontecem nos centros das cidades sem que a gente tenha nenhum efeito colateral, sem que tenha nenhuma vida de nenhuma pessoa perdida, e a gente vê que nas comunidades isso é muito diferente”, explicou Delliana.