Dilma diz gostar ‘muito’ de João Santana e rebate acusações de Odebrecht

    A ex-presidente admitiu que vai ter "muita dificuldade" se o marqueteiro "falar coisas que não são reais" sobre ela na delação

    (Foto: Roberto Stuckert/Divulgação)
    (Foto: Roberto Stuckert/Divulgação)

    A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) disse que gosta “muito” do marqueteiro João Santana, que nesta terça-feira (4) anunciou que fará delação premiada. De acordo com a coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, a petista, no entanto, afirmou que vai ter “muita dificuldade” se ele “falar coisas que não são reais” sobre ela no acordo do publicitário com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    O depoimento do baiano já foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Dilma disse acreditar que havia uma conta-corrente, mas não entre o empreiteiro Marcelo Odebrecht e a campanha dela, mas sim entre a empreiteira “e quem dirigia a operação do João Santana, que todos diziam que era a Mônica Moura [mulher do marqueteiro]”.

    Ainda segundo a coluna, ela chegou à conclusão após ler trechos do depoimento em que Odebrecht “fala que pagava o João Santana dois, três anos depois [de serviços prestados em campanhas eleitorais]. Se é verdade isso, há uma conta corrente porque tem fluxo constante de caixa”.

    A ex-presidente nega a afirmação do empresário de que R$ 20 milhões foram pagos a Santana via caixa dois pelo marketing da campanha presidencial de 2014. “Por que eu pagaria R$ 70 milhões para o João Santana em caixa um [valor declarado oficialmente ao TSE] e R$ 20 milhões em caixa dois? Por que, hein?”, questionou.