O candidato ao Senado pela Federação PSOL-Rede, Marcelo Carvalho, critica os desdobramentos do caso Banco Master, afirma que o episódio representa um dos maiores escândalos de corrupção e diz que mais nomes devem surgir conforme a investigação avance.
Em declaração ao bahia.ba, o candidato recorreu a uma frase atribuída à ex-senadora Heloísa Helena (Rede) para defender que todos os envolvidos sejam investigados, independentemente da posição que ocupem: “quem for podre que se quebre”.
Para Marcelo, as apurações ainda podem revelar outras pessoas envolvidas no caso. “Essa situação do Banco Master, eu acho que ainda tem muito mais coisa a aparecer”, disse. O candidato também defende que eventuais envolvidos sejam investigados e punidos sem distinção.
O candidato ao Senado avalia que os episódios envolvendo o Banco Master e integrantes das instituições de poder mostram a necessidade de rever estruturas do Estado e da democracia brasileira.
“Quando você vê esse nível de corrupção chegar a corte mais alta deste país ao Supremo Tribunal Federal, eu acho que a gente tem muita coisa a ser revista mesmo na nossa estrutura, sabe? Nossa democracia sofre um golpe, mas um golpe muito duro nesse momento”, afirmou.
Marcelo diz ser triste ver ministros envolvidos com Vorcaro
O candidato também critica o que considera uma aproximação inadequada entre integrantes do Supremo Tribunal Federal e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. “É triste demais você ver ministros do STF envolvidos em um caso de corrupção como esse, como é o caso já declarado aí do envolvimento do ministro André Mendonça e também do próprio Alexandre de Moraes”, lamentou.
As declarações foram feitas após o ministro André Mendonça afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, além do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada da Costa.
Ao ampliar a avaliação sobre o caso, Marcelo afirma que as suspeitas alcançam diferentes grupos políticos, da direita até a suposta esquerda, que é criticada pelo candidato ao Senado. “Esse mar de lama que levou a extrema direita, a direita e grande parte da pseudo esquerda no país a se envolverem diretamente com o Banco Master”, disse.
Políticos da Bahia aparecem entre os nomes com envolvimento com Daniel Vorcaro
Marcelo demonstra preocupação por políticos baianos serem citados nas investigações do caso do Bando Master e cita os nomes: João Roma (PL), ACM Neto (União Brasil) e Jaques Wagner (PT).
“Fico muito preocupado quando eu vejo aqui na Bahia, por exemplo, sanadores envolvidos, onde tem um apartamento, onde tem compra de serviço para os familiares, para o show de Taylor Swift, o outro que recebeu 19,7 milhões, como é o caso de Roma, no caso anterior. Jaques Wagner e aí também o outro candidato que recebeu R$ 6 milhões com consultoria do Banco Master que está concorrendo ao governo do estado que é o ex-prefeito da cidade de Salvador”, afirmou.
Candidato defende mudança na política
Na avaliação de Marcelo, o caso evidencia problemas estruturais na relação entre interesses privados e poder público. “É necessário que a população entenda que essa corrupção é sistêmica, eles sequestraram grande parte do Estado para utilizar a sua influência da política para inclusive fazer com que o estado sirva aos seus desejos empresariais”, disse.
O candidato defende ainda a busca por alternativas políticas menos polarizadas e cita a necessidade de escolher novos nomes nas eleições. Marcelo ainda destaca que até o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) foi citado na investigação devido ao filme ‘Dark Horse’.
“O filme, o que eles chamam de obra de arte do Bolsonaro, que levou 61 milhões de reais do Banco Master, que nada mais é que uma tentativa direta de interferência e nossa democracia para financiar o fascismo no país”, disse criticando.

