Eleitores tentam abrir escolas após prorrogação do voto até 19h

    Confusão atingiu colégios eleitorais de Salvador após STF estender prazo

    Foto: Reprodução

    A decisão de prorrogar o encerramento da votação até as 19h gerou confusão e tensão em colégios eleitorais de Salvador no final da tarde deste domingo (25). Eleitores se aglomeraram na porta de diversas seções na tentativa de abrir os portões e garantir o funcionamento das urnas até o novo limite estabelecido pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

    Um dos pontos de aglomeração foi o Colégio Estadual Heitor Villa Lobos, localizado no bairro do Cabula VI, onde votantes tentavam ingressar no local após o horário tradicional.

    Ordem de extensão das eleições

    A ordem de extensão do pleito foi expedida às 16h32, poucos minutos antes do horário de encerramento originalmente previsto para as 17h. A determinação, no entanto, não chegou a tempo em todas as zonas eleitorais, levando várias unidades a fecharem as portas e a encerrarem as urnas eletrônicas, que, após a emissão do boletim de seção, ficam impossibilitadas de receber novos votos.

    A indefinição sobre o horário marcou a reta final de um pleito que começou sob forte controvérsia em relação ao transporte público na capital baiana. A extensão do prazo ocorreu após a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) acionar o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) contra a Prefeitura de Salvador.

    A coligação acusou a gestão municipal de prejudicar o deslocamento dos eleitores ao reter ônibus nas garagens e solicitou aplicação de multa de R$ 1 milhão por hora ao prefeito Bruno Reis (União Brasil), ao secretário de Mobilidade, Pablo Souza, e às empresas do setor, além de investigação por parte da Procuradoria Regional Eleitoral por suspeita de ação deliberada para elevar a abstenção.

    Bruno Reis se defende

    A Prefeitura de Salvador rebateu as acusações e divulgou imagens que mostram servidores promovendo a retirada de adesivos de propaganda do Partido dos Trabalhadores (PT) fixados na frota municipal durante a madrugada.

    O prefeito Bruno Reis afirmou que a ação das concessionárias foi necessária para cumprir a resolução da Justiça Eleitoral que proíbe veiculação de material político em serviços de transporte público gratuito.

    Segundo o gestor, a necessidade de limpeza dos veículos causou os atrasos no início da operação, ressaltando ainda a ligação histórica do Sindicato dos Rodoviários com o PT, sem imputar autoria direta pela adesivagem.

    Bruno Reis ônibus Salvador
    Foto: Reprodução / Instagram

    Pedido de Impeachment contra Bruno Reis

    Os problemas no sistema de transporte desencadearam reações também no meio político local.

    Parlamentares do PSOL, liderados pelo deputado estadual Hilton Coelho e pelo vereador Hamilton Assis, lançaram um abaixo-assinado virtual pedindo a abertura de processo de impeachment e a cassação do mandato de Bruno Reis por infração político-administrativa na condução do transporte público.

    A mobilização digital ganhou força no fim da tarde e atingiu 110.534 assinaturas verificadas.