Publicado em 15/05/2019 às 17h01.

Em defesa da educação, professor entrega à Câmara petição com 1,5 milhão de assinaturas

"Mais do que nunca, é preciso mostrar que a educação é o que garante o futuro do país”, diz Daniel Tourinho, professor de Filosofia da Ufba

Redação
foto: Yahisbel Adames/Change.org
foto: Yahisbel Adames/Change.org

 

O professor de filosofia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Daniel Tourinho Peres, está na Câmara dos Deputados com 1,5 milhão de assinaturas coletadas em um abaixo-assinado contra o bloqueio de 30% nas verbas destinadas a despesas de custeio das universidades e institutos federais.

O docente será recebido pela 1ª Secretária da Câmara dos Deputados, deputada Soraya Santos (PR-RJ), na tarde desta quarta-feira (15), Dia de Luta pela Educação e data em que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, participa de reunião no plenário da Câmara.

A petição, criada por Daniel na plataforma Change.org, ultrapassou a marca de 1 milhão de assinaturas em poucos dias, chegando, em menos de duas semanas, a 1,5 milhão de apoiadores.

O abaixo-assinado foi aberto pelo professor, especialista em filosofia alemã, depois do anúncio feito pelo Ministério da Educação (MEC) sobre retenção no orçamento das instituições federais de ensino.   

“É um absurdo que o presidente Bolsonaro chame professores, diretores de escola, estudantes, gente que produz ciência e conhecimento para o Brasil de ‘idiotas úteis’. Mais do que nunca, é preciso mostrar que a educação é o que garante o futuro do país”, diz Tourinho.

A entrega das assinaturas será acompanhada por pesquisadores, professores e parlamentares da Comissão de Educação da Câmara, como Pedro Cunha Lima (PSDB-PB), que é presidente da Comissão, Alice Portugal (PCdoB-BA), que é vice-presidente, e Margarida Salomão (PT-MG).

O bloqueio de verbas afeta diretamente o custeio de necessidades básicas para a manutenção cotidiana das universidades e institutos, como pagamentos de contas de água e luz.

Segundo Daniel, impacta na condição de as instituições conseguirem se manter em funcionamento. “Como é que você vai ter um curso de química, se você não tem água nos laboratórios? Como você vai ter um curso noturno, com a universidade às escuras. É uma questão realmente de continuar funcionando”, explica.

De acordo com o professor, a expectativa da entrega da petição é pressionar para que o poder Legislativo saia em defesa das instituições, barrando o corte de verbas e garantindo que as universidades tenham verdadeira autonomia para executar o orçamento aprovado.   

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