Publicado em 03/12/2019 às 16h15.

Estratégia do PT em Salvador inclui tentar colar Bolsonaro em ACM Neto

O que anima os petistas é o fato de Bolsonaro ter uma rejeição em Salvador que passa dos 70%

Levi Vasconcelos
Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil- Luiz Felipe Fernandez/bahia.ba/edição bahia.ba
Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil- Luiz Felipe Fernandez/bahia.ba/edição bahia.ba

 

Diz ACM Neto que disputa federal é uma coisa, estadual é outra, e municipal, mais singular ainda. Cada um vota conforme influências bem específicas de cada lugar.

Fortalece a tese o fato de que as eleições federais e estaduais são descoladas das municipais. Assim o é que em 2016 Neto surfou em Salvador, com 73,99% dos votos, e Rui Costa, ano passado, se reelegeu com 75,50% no Estado, e 72,23% na capital, quase empate.

Ontem, o deputado federal José Guimarães (PT-CE), coordenador do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do PT, anunciou que o partido terá candidatos em dez capitais, Salvador entre elas.

Aposta na rejeição

O que anima os petistas é o fato de Bolsonaro ter uma rejeição em Salvador que passa dos 70%. Neto não é bolsonarista, mas os adversários vão tentar colar ele no presidente. Eis a questão: qual a tese que vai prevalecer, a da municipalização ou a tentativa de federalização, ainda que mambembe?

Alguns petistas avaliam que se nem tanto, com certeza um pedaço cola. E é exatamente por isso, a pretensão de federalização dos pleitos municipais, que Lula quer candidatos do partido na briga, os que vão defender ele e xingar Bolsonaro, e não apenas ganhar por ganhar..

De certa forma, os interesses petistas conflitam com os de outros governistas estaduais. O que eles querem é o poder, e não fazer palanque. Para o PT, que nunca ganhou em Salvador, isso não faria tanta diferença.

Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos é jornalista político, diretor de jornalismo do Bahia.ba e colunista de A Tarde.

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