Gilmar rebate alegações de Flávio sobre urnas e defende o pleito

    Ministro diz que críticas revelam intenções espúrias

    Foto: Victor Piemonte / STF

    O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), classificou como “levianas” as declarações que questionam a lisura do resultado das eleições. Em publicação feita em seu perfil no X no último sábado (7), o magistrado afirmou que as contestações “apenas revelam intenções espúrias ou alheamento da realidade de quem as propaga”.

    As declarações do ministro ocorrem após o senador derrotado Flávio Bolsonaro (PL-RJ) alegar, em entrevistas recentes à imprensa, que a votação teria sido fraudada. A lisura do pleito é chancelada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que atesta a regularidade de todo o processo.

    Acompanhamento internacional e fiscalização partidária

    Em sua manifestação, Gilmar Mendes destacou que o pleito contou com o monitoramento de missões internacionais e que o TSE convidou dezenas de peritos estrangeiros para acompanhar as urnas.

    O decano ressaltou também o papel fundamental das legendas partidárias na fiscalização do sistema eletrônico de votação, citando expressamente a participação do partido de Flávio.

    “São eles, ao lado do Ministério Público, da Defensoria Pública e da OAB, que escolhem quais urnas serão testadas, e podem acompanhar cada etapa, da escolha das seções à conferência final. Esse direito foi assegurado a todos, da situação e da oposição, inclusive ao partido do candidato derrotado no 2º turno”, pontuou o magistrado.

    Confiança nas instituições

    Para o integrante da Suprema Corte, as alegações contra a Justiça Eleitoral não têm sustentação e não abalam a imagem do sistema de votação brasileiro.

    “Ainda assim, há quem alimente agora falsas narrativas contra o pleito. Tudo em vão. Ao longo dos anos, a Justiça Eleitoral prestou serviços relevantes à nação e construiu uma reputação de excelência, reconhecida por organismos internacionais, que não será tisnada por aleivosias como essas. A sociedade brasileira sabe apartar as bravatas do discurso sério e responsável”, concluiu Gilmar.