Quaest: Para 56%, viagem de Flávio aos EUA mira escapar da lei

    Levantamento mostra reprovação de 62% entre quem soube do caso

    Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

    Uma parcela de 56% dos brasileiros avalia que a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos, realizada após o processo eleitoral, teve como finalidade evitar desdobramentos judiciais no Brasil.

    Por outro lado, 35% dos entrevistados entendem que a ida do parlamentar ao exterior buscou se proteger de perseguição política. Os dados integram o levantamento do instituto Quaest publicado neste domingo (8).

    Flávio Bolsonaro foge do Brasil

    A ida de Flávio ao território norte-americano obteve alcance massivo na opinião pública: 89% dos ouvidos declararam ter conhecimento do episódio.

    Segundo a análise do diretor da Quaest, Felipe Nunes, o caso registrou a maior taxa de notabilidade em pesquisas recentes da instituição, ultrapassando eventos de grande visibilidade, como as apurações sobre o Banco Master, a controvérsia envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro e o encontro do ex-presidente Jair Bolsonaro com diplomatas em 2022.

    Entre a fatia de brasileiros que tomou conhecimento do deslocamento internacional, 62% classificam a atitude do senador como incorreta. Em contrapartida, 29% consideram que a decisão foi adequada, enquanto 9% não opinaram ou não souberam responder.

    Metodologia

    A amostragem da Quaest foi realizada entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro, com 2.004 entrevistas presenciais. O levantamento possui margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e índice de confiança de 95%.