Publicado em 24/07/2026 às 17h06.

Hilton afirma que PSOL não é apêndice do PT e cobra mudanças na Bahia

Deputado também defendeu uma política de desenvolvimento regional e citou a implantação do VLT

Luana Neiva / André Souza
Foto: André Souza/bahia.ba

Durante a convenção que oficializou a chapa da Federação PSOL/Rede nesta sexta-feira (24), o dirigente do PSOL Hilton afirmou que a candidatura própria do partido ao Governo da Bahia demonstra que a legenda não atua como “apêndice” do PT no estado. Segundo ele, apesar do alinhamento nacional com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa contra a extrema-direita, a sigla mantém uma posição independente na política baiana.

“A pré-candidatura, que vai virar candidatura hoje, é uma demonstração muito evidente de que o PSOL tem uma personalidade própria. Todo mundo está imbuído da tarefa de derrotar o bolsonarismo no Brasil, derrotar a extrema-direita, mas aqui na Bahia o nosso partido tem candidatura própria, junto com a Rede de Sustentabilidade, mostrando uma personalidade forte”, afirmou.

Segundo Hilton, a candidatura de Ronaldo Mansur, ao lado de Meire Reis e Delliana Ricelli, apresenta uma leitura própria sobre os desafios do estado, com críticas a áreas como segurança pública, desenvolvimento regional e preservação ambiental.

Críticas à segurança pública

Ao abordar um dos principais problemas da Bahia, Hilton criticou os índices de violência e a política de segurança adotada no estado. Ele afirmou que a letalidade policial precisa ser enfrentada e defendeu uma mudança na estratégia de combate ao crime organizado.

“Não podemos continuar sendo o Estado com o pior índice de letalidade policial do Brasil. A Bahia, em 2025, matou simplesmente 1.600 pessoas em ações policiais seguidas de morte”, declarou.

Para Hilton, o enfrentamento ao crime deve atingir também os grupos com maior poder econômico envolvidos nas organizações criminosas.

“Nós temos que parar de matar os pobres e prender os ricos. Os bandidos ricos moram no Corredor da Vitória, moram no Alphaville, moram na Barra. Esses estão intocáveis. Esse espetáculo da matança dos pobres não pode permanecer na Bahia”, afirmou.

Desenvolvimento regional e meio ambiente

Hilton também defendeu uma política de desenvolvimento regional e citou a implantação do VLT como uma das pautas que, segundo ele, contou com mobilização popular. Ele afirmou que a Bahia precisa ampliar investimentos em educação, cultura e esporte para reduzir a vulnerabilidade social da juventude.

Na área ambiental, o dirigente criticou o avanço do desmatamento no Cerrado baiano e cobrou a criação da Unidade de Conservação Refúgio de Vida Silvestre da Serra da Chapadinha.

Segundo ele, a área tem papel estratégico para a segurança hídrica do estado e está ameaçada pelo avanço de atividades mineradoras.

“Nosso Cerrado é a caixa d’água do São Francisco, é uma grande caixa d’água da Bahia. Nós não podemos esperar para baixar o decreto da Unidade de Conservação Refúgio de Vida Silvestre da Serra da Chapadinha”, afirmou.

Luana Neiva
Jornalista formada pela Estácio Bahia com experiências profissionais em redações, assessoria de imprensa e produção de rádio. Possui passagens no BNews, iBahia, Secom e Texto&Cia.

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