Publicado em 24/07/2026 às 17h33.

Meire Reis diz que candidatura à vice amplia presença feminina no poder

A candidata também criticou a dificuldade enfrentada por mulheres para ocupar posições de destaque na política

Luana Neiva / André Souza
Foto: André Souza / bahia.ba

Durante a convenção que oficializou a chapa da Federação PSOL/Rede nesta sexta-feira (24), Meire Reis, candidata a vice-governadora da Bahia, afirmou que sua candidatura representa a continuidade de uma trajetória do PSOL de valorização da participação feminina nos espaços de poder.

Segundo Meire, a presença de mulheres na direção partidária e em cargos de decisão faz parte da história da legenda e a ocupação de espaços eletivos é uma extensão desse processo.

“A escolha do PSOL é uma tradição histórica. Nós temos mulheres ocupando espaço de poder. A presidente nacional do PSOL é uma mulher de coragem, então existe uma tradição da presença de mulheres ocupando todos os cargos, direção, diretório. Estar também para ocupar um cargo eletivo é continuidade desse processo”, afirmou.

A candidata também criticou a dificuldade enfrentada por mulheres para ocupar posições de destaque na política e afirmou que esse cenário está relacionado a fatores históricos e culturais.

“Existe ainda uma mentalidade de que os homens devem estar à frente. Há uma série de motivações históricas no país que a gente consegue perceber, mas isso não significa dizer que devemos aceitá-las. Assim como são as mulheres, também são os negros disputando esse mesmo espaço”, declarou.

Críticas a alianças políticas tradicionais

Meire ainda apresentou uma diferenciação do PSOL em relação a outros campos políticos. Ela afirmou que partidos de direita possuem uma trajetória ligada a grupos que, segundo ela, mantêm uma visão tradicional de poder, enquanto criticou mudanças na atuação do PT ao longo dos anos.

Segundo ela, embora reconheça a trajetória histórica do partido na luta contra a ditadura militar e em movimentos populares, o PT passou a estabelecer acordos com setores como agronegócio e mineração.

“O PT tem uma tradição histórica de luta contra a ditadura militar, de espaços populares, mas nessas últimas gestões faz uma série de acordos institucionais com o agronegócio, com as mineradoras, então aquela pauta passada já não é mais o elemento fundamental”, afirmou.

Meire disse ainda que o PSOL busca manter alianças principalmente com movimentos sociais, movimentos negros e movimentos de mulheres.

“Nós não temos nenhum tipo de acordo político para além das nossas relações políticas. Temos acordos com movimentos sociais, movimentos negros, movimentos de mulheres, com os movimentos efetivamente que estão na luta contra essas figuras”, declarou.

Luana Neiva
Jornalista formada pela Estácio Bahia com experiências profissionais em redações, assessoria de imprensa e produção de rádio. Possui passagens no BNews, iBahia, Secom e Texto&Cia.

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