Humberto Miranda, da Faeb, diz que vitória de Joe Biden pouco muda entre Brasil e EUA

    "Do ponto de vista da produção, não vislumbramos problema algum"

    O ex-vice-presidente Joe Biden comemora com eleitores na Carolina do Sul (Reprodução/Facebook/Joe Biden
    O ex-vice-presidente Joe Biden comemora com eleitores na Carolina do Sul (Reprodução/Facebook/Joe Biden

     

    Humberto Miranda, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia, diz que a vitória de Joe Biden nos EUA pode ter alguma mudança na postura sobre questões ambientais, especialmente na Amazônia, mas nas relações de produção, muito pouco.

    — Brasil e EUA são duas democracia consolidadas, sabem conviver com as divergências. Saberão se entender. Mas do ponto de vista da produção, não vislumbramos problema algum.

    Segundo Humberto, os EUA nos compram café, alguma carne e açúcar. Os nossos grandes ‘clientes’, ressalva do próprio, são os chineses. E foi aí que Bolsonaro deu uma das suas grandes barbeiragens nas nossas relações internacionais.

    Árabes e frangos

    A primeira foi fazer juras de amor a Israel, que chegou a mandar uma equipe para Brumadinho. Os árabes, nossos grandes compradores de frango, gritaram de lá: se ficar assim, vamos comprar galinha em outro lugar. Recuou.

    Depois, hostilizou os chineses, nossos grandes parceiros. Humberto diz que a ministra Tereza Cristina, da Agricultura, é uma pessoa muito sensata. E isso ajuda.

    Num item, o café, os EUA são grandes parceiros. Compram 23 milhões de sacas por ano. A China importa apenas três milhões de sacas. Mas João Lopes Araújo, presidente da Associação Baiana dos Produtores de Café, diz que aí a questão não é política:

    — Os chineses ainda não aprenderam a tomar café.