Marão assume a ponta em Ilhéus. Rui é o grande eleitor

    Prefeito vai de rejeitado a líder de pesquisas

    Dos 347 prefeitos baianos aptos a disputar a reeleição, 52 jogaram a toalha e 195 estão no páreo. Convenhamos, neste ano de pandemia os prefeitos surfam em grana. Não se vê, do Oiapoque ao Chuí, os dois extremos no Brasil, nenhum deles abrir a boca para se queixar de dinheiro. E nesse cenário só perde eleição que for muito ruim.

    Esse parece ser o caso de Mário Alexandre, o Marão (PSD). Tinha uma rejeição que passava dos 70%. Mas agora, na reta de chegada, lidera pesquisa A Tarde/Potencial com 34%, contra 13% de Cacá Colchões (PP), e Walderico Júnior (DEM), também com 13%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BA-09710/ 2020.

    Pulo fora

    Além do dinheiro farto e do poder de gastar sem licitar (consequência da situação de emergência), lá, Rui Costa construiu o Hospital do Cacau e a ponte Ilhéus-Pontal, um velho sonho, e é o grande cabo eleitoral. Jabes Ribeiro, ex-prefeito e líder do PP, o partido de Cacá Colchões, se queixa:

    — As obras começaram no meu governo. Rui nunca se referiu a mim. É só Marão.

    Mais ainda, o próprio está encolhido, com medo da Covid. E correndo por fora, na oposição, está Walderico Júnior (DEM). Plantaram lá um fake dizendo que ele disse que não queria papo com Rui. Correu para desmentir:

    — Vou procurar todos que possam nos ajudar.

    Semana que vem teremos o desfecho do caso, mas tudo indica que vai dar Marão.