Jerônimo admite preocupação com ‘o que poderia acontecer’ em votação de MP

    A matéria segue para apreciação no Senado nesta quinta (1) e precisa de aprovação para não caducar e perder a validade

    Foto: João Guerra/bahia.ba

    O governador Jerônimo Rodrigues  admitiu, na manhã desta quinta-feira (01), preocupação ‘com o que poderia acontecer’ na votação da Medida Provisória (MP) da Esplanada na Câmara Federal na noite de ontem que precisou da intervenção do presidente Lula, em meio a tensão entre o governo e o Congresso Nacional, que  atingiu seu ponto mais crítico esta semana. Ainda, segundo avaliação do mandatário baiano, não cabe a Casa Baixa fazer com que o projeto de reestruturação da gestão petista perca a oportunidade de recriar ministérios tão importantes para o país, a exemplo do da Cultura.

    A matéria segue para apreciação no Senado nesta quinta (1) e precisa de aprovação para não caducar e perder a validade.

    “Ficamos preocupados com o que poderia acontecer. Nós sabemos que é o presidente Lula quem dirige essa pauta nacional, mas a sensação é a que a gente,  que a gente já demonstrou, é que o presidente Lula quer unificar o país, então não cabia ao Congresso, essa é uma avaliação minha, fazer com que o projeto de reestruturação do governo Lula pudesse perder a oportunidade de ter ministérios tão importantes, como o da Cultura, que deixaria de acontecer, o próprio ministério da Fazenda e, o de Planejamento”, frisou.

    O governador ainda, aproveitou a oportunidade para agradecer a bancada baiana que votou de forma unânime a favor da MP [os 33 parlamentares que compõem o bloco].

    “Portanto, aproveito para parabenizar os parlamentares da Bahia que votaram com o Congresso, ao núcleo do governo que trabalhou com o Congresso e presidentes das Casas e, é esperar agora, que a gente possa dar um passo seguinte que é fazer o debate em torno do orçamento federal, o PPA, e a gente possa ter recursos nessas pastas que serão criadas”, disse, demostrando otimismo pela aprovação do texto.

    Ele preferiu, no entanto, se abster da ofensiva que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e líderes partidários não alinhados travam para aumentar seu poder de barganha com o Executivo e a, consequente pressão pela demissão dos ministros Alexandre Padilha, da Secretaria de Relações Institucionais, e Rui Costa, da Casa Civil.

    “Eu prefiro me reservar e deixar que os parlamentares federais e o Executivo façam essa avaliação. Prefiro respeitar, respeitar a oposição e me ater a Assembleia Legislativa da Bahia”, limitou-se.

    A MP estabelece a estrutura do governo Lula, que tem 37 ministérios contra 23 do governo anterior.