Jerônimo vê alíquota única do ICMS dos combustíveis como acordo viável: fomos ao limite

    ‘Nos juntamos aos outros 26 governadores dos 25 estados e o Distrito Federal, pra gente tentar pleitear uma condição que pudesse ser boa pra todo mundo’, disse o governador da Bahia

    Com a implementação da alíquota única do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), no valor de R$ 1,22, nesta quinta-feira (1º), o governador Jerônimo Rodrigues (PT) admite o impacto do aumento na cadeia produtiva, mas avalia se tratar de um acordo viável no momento.

    “Nós nos juntamos aos outros 26 governadores dos 25 estados e o Distrito Federal, pra gente tentar pleitear uma condição que pudesse ser boa pra todo mundo. Pra arrecadação federal, para a arrecadação estadual e para o consumidor”, ponderou o chefe do Executivo estadual, nesta quinta (1º), durante o lançamento do Bahia + Verde, em Salvador.

    “Todos nós sabemos que o impacto de centavos na gasolina ou no diesel, nos combustíveis, impacta diretamente em todo o processo das cadeias. De serviços, de indústria, comércio, agricultura”, reconheceu o petista, segundo o qual, o Fórum dos Governadores foi “até o limite” nas negociações com o governo federal, deputados e senadores para chegar em um consenso.

    “A gente se encontrou em Brasília com os ministérios, com o Congresso Federal, com o Senado, dialogamos sobre isso, pedindo aos presidentes das duas Casas que nos ajudassem nesse aspecto”, relatou Jerônimo Rodrigues. “Então, teve dois estados em que os preços baixaram, acho que 4 ou 5 subiram, e os outros permaneceram o preço como estava”, pontuou o governador da Bahia, onde a alíquota era de R$ 1,14, mas subiu R$ 0,08 para chegar a R$ 1,22.

    Na ocasião, Jerônimo afirmou ainda que vai “continuar lutando” para reduzir o preço dos combustíveis, inclusive dialogando com a Acelen, responsável pela operação da Refinaria Mataripe, no estado.