Jerônimo descarta racha no PT após voto de Wagner em PEC que limita STF: Não tá jogando contra

    ‘Tem um alinhamento com o governo, tem um alinhamento com o partido, mas tem autonomia’, argumentou o governador ao justificar voto contrário à orientação do PT

    Foto: Gabriela Araújo / bahia.ba

    Após o senador Jaques Wagner (PT-BA) contrariar orientação do Partido dos Trabalhadores e votar favorável à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita poderes do Supremo Tribunal Federal (STF), o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), saiu em defesa do aliado e descartou a possibilidade de um “racha” na legenda.

    “De forma nenhuma, não há racha. O próprio Lula disse, o ministro Rui Costa disse. No Senado, qualquer senador tem sua autonomia. Tem um alinhamento com o governo, tem um alinhamento com o partido, mas tem autonomia”, disse o chefe do Executivo baiano ao bahia.ba, nesta segunda-feira (27), durante entrega de ambulâncias do SAMU, em Salvador.

    Assim como o presidente estadual do PT, Éden Valadares, que disse confiar no senador e afirmou que ele teria “suas razões” para o posicionamento, Jerônimo também defendeu que Wagner “tem suas motivações e seus estudos”.

    “Todo mundo conhece a trajetória de Wagner, a responsabilidade dele tanto com o povo brasileiro, como com o governo Lula. Todo mundo viu aqui, sabe como foi a dedicação do Wagner pra eleger o Lula. Então, o Wagner não tá jogando contra”, argumentou o governador da Bahia.

    Citando sua relação com o Legislativo estadual, ele defendeu ainda a independência entre os poderes para minimizar a atuação do senador na aprovação da matéria que desagradou o PT e colocou o presidente Lula (PT) em situação delicada junto ao Supremo. “Inclusive aqui dentro da bancada da Alba eu sempre chamo, converso, mas eu não posso botar corda pra que um voto seja sempre daquele formato que é”, disse Jerônimo.

    “E a relação com o Supremo, com o governo federal e com o Senado tem que ser harmoniosa, como às vezes acontece uma votação no STF que busca uma tranquilidade, ou algum acerto, e nem sempre agrada ao Congresso, ao governo federal e estadual”, acrescentou o gestor estadual.