Jerônimo Rodrigues comenta abaixo-assinado contra Flávio Bolsonaro

    Jerônimo Rodrigues afirmou que a vinda de Flávio Bolsonaro é um princípio democrático

    Foto: Pevê Araújo / bahia.ba

    O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, comentou nesta quinta-feira (15) a repercussão da visita do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à capital baiana e o abaixo-assinado que circula para revogar o título de cidadão soteropolitano concedido a ele pela Câmara Municipal.

    Em entrevista dada em Salvador, após uma reunião com empresários que contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o governador avaliou o cenário como parte do momento eleitoral e democrático.

    Jerônimo Rodrigues afirmou que a vinda de Flávio Bolsonaro é um princípio democrático. “É um momento eleitoral e pela democracia eu aprendi que a gente tem o direito de ir e vir. O movimento tem todo o direito de trazer o candidato, como trouxemos o Lula. Se tiver chance, traremos de novo”, afirmou.

    Sobre o abaixo-assinado que pede a revogação do título de cidadão soteropolitano concedido a Flávio Bolsonaro, o governador afirmou que a decisão é da Câmara de Vereadores, mas cobrou transparência nos critérios.

    “O título é uma responsabilidade da Câmara de Vereadores, eu espero que quem indicou possa apresentar quais os motivos pelos quais o candidato está recebendo um título de cidadão soteropolitano”, disse.

    Jerônimo Rodrigues ressaltou que a honraria não é um documento qualquer e exige justificativa compatível com sua relevância. “Se ele realmente merece, a Câmara não pode negligenciar a importância dos títulos que oferece. Aquilo não é um documento qualquer. Nós estamos entregando um título de cidadão soteropolitano, às vezes é uma medalha que as pessoas recebem e tem que ter uma justificativa, tem que ter um currículo para justificar”, argumentou.

    O governador também criticou a banalização de homenagens públicas, defendendo que a concessão de títulos deve seguir critérios objetivos e merecimento comprovado. “Não é aquela coisa, vou escolher qualquer pessoa aí dar assim, não é legal. A gente não escolhe uma pessoa para poder morar em nossa casa ou ser chamado de amigo ou de parente por qualquer motivo”, comparou.