Publicado em 06/08/2026 às 08h15.

Lula barra perdão a caminhoneiros por atos pós-eleições de 2022

Planalto justificou que perdão violaria a separação de Poderes e geraria renúncia fiscal

Pevê Araújo
Foto: Ricardo Stuckert/PR

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou a proposta de anistia a multas aplicadas a caminhoneiros, motoristas e transportadoras que participaram de bloqueios e manifestações em rodovias após as eleições de 2022. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (6).

Manifestantes contestavam o resultado da eleição, que garantiu a vitória do presidente Lula diante do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nas ruas, pessoas ligadas ao ex-mandatário defendiam intervenção militar e o impedimento da posse de Lula.

A solicitação de anistia foi do deputado Zé Trovão (PL-SC). O parlamentar é relator da MP 1.343 de 2026, enviada ao Executivo com o objetivo de alterar regras do piso mínimo do frete rodoviário.

O governo Lula afirmou em justificativa que a anulação genérica de multas violaria a separação dos Poderes e a garantia da coisa julgada. Ainda de acordo com o Planalto, o perdão representaria renúncia de receita sem estimativa do impacto no orçamento.

Protestos contra vitória de Lula

Manifestantes iniciaram as reuniões no dia 30 de outubro, após a confirmação do resultado do segundo turno. Pedidos de intervenção militar e ataques contra ministros do STF foram registrados.

Caminhoneiros bloquearam rodovias em 25 estados e no Distrito Federal. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), foram registrados 321 pontos de bloqueios ativos.

O veto presidencial ainda será analisado pelo Congresso, que pode manter a decisão do presidente ou promover a derrubada em sessão conjunta.

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