Marta Rodrigues propõe investigação sobre frota de ônibus em Salvador

    parlamentar pretende reunir vereadores da oposição e de outras legendas para viabilizar a iniciativa

    Foto: Divulgação

    A vereadora Marta Rodrigues (PT) vai articular a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara Municipal de Salvador para investigar a redução da frota de ônibus durante o segundo turno das eleições, neste domingo (25). A parlamentar pretende reunir vereadores da oposição e de outras legendas para viabilizar a iniciativa.

    Marta afirma haver indícios de que a diminuição do serviço tenha sido planejada e avalia que, caso seja comprovada a intenção de dificultar o deslocamento dos eleitores até as urnas, a situação poderá configurar crime eleitoral.

    “Diante da gravidade do que aconteceu hoje em Salvador, vou propor a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito na Câmara Municipal. A drástica redução da frota de ônibus tem fortes indícios de ter sido orquestrada e, se isso for comprovado, configura crime eleitoral. Vou fazer esse pedido junto a colegas da oposição, mas convido vereadores e vereadoras de todos os partidos que não pactuam com esse tipo de atitude a se somarem. A verdade sobre o que aconteceu hoje é de interesse de todos que prezam pela democracia e não pode ficar impune”, declarou Marta.

    Vereadora cobra explicações da Prefeitura

    A petista também cobrou esclarecimentos da gestão municipal sobre a operação do transporte público neste domingo. Ao justificar a proposta de investigação, ela citou reclamações de passageiros sobre pontos de ônibus lotados e demora na circulação dos coletivos.

    Outro ponto levantado pela vereadora é a diferença na oferta de transporte em comparação com o primeiro turno, quando houve gratuidade. Marta cobrou do prefeito Bruno Reis (União Brasil) informações sobre a quantidade de ônibus disponibilizada à população durante a votação.

    “Não podemos permitir que o transporte público seja usado como instrumento de conveniência política ou eleitoral. Todo cidadão tem o direito de chegar ao seu local de votação e escolher livremente seu candidato. É preciso esclarecer o que aconteceu, identificar responsabilidades e garantir que uma situação como essa não fique sem resposta”, afirmou.