Michelle tenta registrar marca ‘Bolsonaro’ em armas, mas esbarra em burocracia

    Órgão federal exige comprovação de atividade econômica para liberar registros solicitados pela ex-primeira-dama

    Foto: PL Mulher/Assessoria

    Michelle Bolsonaro ampliou a estratégia de proteção da marca da família Bolsonaro. Ao todo, ela protocolou 76 pedidos de registro junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). Entre os produtos e serviços que a ex-primeira-dama busca vincular ao sobrenome do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, estão joias, bebidas alcoólicas, tapioca, guarda-chuvas e até combustíveis e armamentos. 

    No entanto, os pedidos relacionados a armas, munições, explosivos e combustíveis enfrentam obstáculos no órgão federal. As informações são da coluna de Tatiana Farah, no portal Uol. 

    De acordo com a publicação, o Inpi pediu que Michelle apresente documentação capaz de comprovar o exercício efetivo dessas atividades, atendendo ao que está previsto na legislação para o registro de determinadas marcas por pessoas físicas. O instituto alega que é necessário comprovar essa atuação, especialmente nos casos envolvendo armamentos e produtos explosivos.

    A empresa responsável pelos registros, a Oppera Corporate, afirmou que o objetivo dos pedidos não é necessariamente a exploração comercial direta desses segmentos. Em nota, a companhia alegou que o interesse é garantir a proteção jurídica da marca Bolsonaro, evitando que terceiros usem o nome da família do ex-presidente em produtos considerados inadequados ou incompatíveis com os valores defendidos pelo casal.

    Nos bastidores, a expectativa é de que Michelle Bolsonaro possa desistir dos pedidos relacionados a combustíveis e armamentos, já que teria dificuldades para comprovar atuação direta nesses setores, conforme exigido pelo Inpi.