Ministério da Justiça: Moro quer ‘consolidar avanços’ contra crime e corrupção

    Em nota, juiz federal afirma ter aceitado convite de Bolsonaro motivado pela perspectiva de "implementar uma forte agenda" em torno dos dois temas

    Foto: Nadja Kouchi/ Roda Viva

    Após aceitar convite para ocupar o Ministério da Justiça no governo Jair Bolsonaro (PSL), o juiz Sergio Moro afirmou, em nota na divulgada na manhã desta quinta-feira (1), ter sido motivado pela perspectiva de “implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado“.

    “Na prática, significa consolidar os avanços contra o crime e a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior”, justificou o juiz responsável pelas ações da Operação Lava Jato em Curitiba (PR).

    Veja a seguir a nota oficial:

    Fui convidado pelo Sr. Presidente eleito para ser nomeado Ministro da Justiça e da Segurança Pública na próxima gestão. Após reunião pessoal na qual foram discutidas políticas para a pasta, aceitei o honrado convite. Fiz com certo pesar, pois terei que abandonar 22 anos de magistratura. No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito à Constituição, à lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão.

    Na prática, significa consolidar os avanços contra o crime e a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior. A Operação Lava Jato seguirá em Curitiba com os valorosos juízes locais. De todo modo, para evitar controvérsias desnecessárias, devo desde logo afastar-me de novas audiências. Na próxima semana, concederei entrevista coletiva com maiores detalhes.

    Curitiba, 01 de novembro de 2018. Sergio Fernando Moro.”