Ministro promete ‘vista grossa’ da PRF à moda polêmica do caminhão arqueado

    Tarcísio de Freitas considera que são fiscalizações que só aborrecem e causam multas desnecessárias

    Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

    O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, afirmou, na quarta-feira (16), que o governo pode rever as fiscalizações de caminhões, principalmente em relação a veículos com a traseira arqueada, com traseira levantada e frente rebaixada.

    A revisão das normas que afetam os caminhoneiros foi discutida pelo ministro e o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques.

    Em conversa com caminhoneiros, divulgada em áudio por grupos no WhatsApp, o ministro Tarcísio afirma que a nova orientação é para que oficiais façam “vista grossa” para fiscalizações “que só aborrecem e causam multas desnecessárias”.

    “Estamos vendo que realmente há um excesso de rigor. O pessoal está se prendendo em coisas que, embora estejam na norma, às vezes não fazem o menor sentido, não ocorrem contra a segurança. No final só aborrecem e geram multas desnecessárias, perda de tempo e fiscalizações que aborrecem”, afirmou Tarcísio.

    Após uma série de denúncias de caminhões arqueados nas rodovias brasileiras, a Polícia Rodoviária Federal direcionou esforços em todo o Brasil para a fiscalização desse tipo de infração. A ação provocou reação dos caminhoneiros, que acionaram diversas autoridades reclamando de “uma verdadeira caçada nacional aos motoristas” que a PRF estaria promovendo.

    Em conversa com um grupo de caminhoneiros e registrada no áudio divulgado nas redes, Tarcísio de Freitas afirma considerar as ações da PRF como excesso de rigor. O ministro afirma ter combinado com o diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, a abertura de um grupo de trabalho para revogar normas de trânsito consideradas desnecessárias.

    “Combinei com o diretor-geral da PRF que montaremos um grupo de trabalho para fazer um ‘revogaço’ de normas. Deve revogar uma série de normas vigentes no Contran [Conselho Nacional de Trânsito] para eliminar o que está enchendo o saco, gerando autuação e não contribui para a segurança”, diz Freitas.