Publicado em 17/06/2026 às 20h18.

Muniz evita cravar novo subsídio para ônibus em Salvador

Presidente da Câmara diz que decisão cabe ao Executivo e cita estudo sobre impacto da medida

Marcos Flávio Nascimento / André Souza
Foto: André Souza / bahia.ba

O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), afirmou nesta quarta-feira (17) que uma eventual renovação do subsídio destinado ao sistema de transporte público da capital depende de uma avaliação técnica do Executivo e da disponibilidade orçamentária da prefeitura.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de novos aportes financeiros para o setor, o vereador destacou que já existem estudos apontando que a medida, isoladamente, não seria suficiente para resolver os problemas enfrentados pelo transporte coletivo.

“Você tem que perguntar ao prefeito. Nós temos o estudo, eu tenho o estudo que isso aí não soluciona um problema”, declarou Muniz.

Segundo o presidente da Casa, a definição sobre a continuidade do benefício não passa pelo Legislativo, mas sim pela análise do governo municipal, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) e da área econômica da prefeitura.

O parlamentar também ressaltou que o valor previsto para o subsídio pode ser inferior ao teto divulgado anteriormente.

“Quem lê a matéria vai ver que é até R$ 80 milhões. Então eles irão fazer um estudo mais específico para saber a necessidade”, afirmou.

Valor pode ser menor que o previsto

De acordo com Muniz, a cifra de R$ 80 milhões representa apenas um limite máximo para eventual aporte ao sistema, sem que isso signifique necessariamente a liberação integral dos recursos. Na avaliação do vereador, a definição dependerá dos números levantados pelos técnicos da administração municipal e da real necessidade apresentada pelas concessionárias do transporte público.

“Se eles entenderem que não há necessidade de R$ 80 milhões, eles não darão os R$ 80 milhões”, pontuou.

A declaração ocorre em meio às discussões sobre o equilíbrio financeiro do sistema de ônibus de Salvador, que nos últimos anos tem recebido aportes públicos para compensar perdas operacionais e evitar reajustes mais elevados na tarifa.

Decisão será do Executivo

Apesar do debate sobre novos subsídios ganhar espaço no Legislativo, Carlos Muniz reforçou que a palavra final caberá ao prefeito e aos órgãos responsáveis pela gestão do transporte público.

“Essa pergunta tem que ser feita ao Executivo, à Secretaria da Fazenda e ao secretário da Semob”, concluiu.

Marcos Flávio Nascimento
Jornalista com experiência em cidades, política, entretenimento e comunicação digital. Atuou no iG, além de passagem pela Approach Comunicação, com foco em conteúdo de negócios, tecnologia e investimentos. Foi coordenador de comunicação na SECIS/Prefeitura de Salvador e assessor parlamentar, liderando equipes e estratégias de conteúdo. Atualmente, é repórter no portal Bahia.ba e Portal Esfera.

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