Muniz evita cravar novo subsídio para ônibus em Salvador

    Presidente da Câmara diz que decisão cabe ao Executivo e cita estudo sobre impacto da medida

    Foto: André Souza / bahia.ba

    O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), afirmou nesta quarta-feira (17) que uma eventual renovação do subsídio destinado ao sistema de transporte público da capital depende de uma avaliação técnica do Executivo e da disponibilidade orçamentária da prefeitura.

    Ao ser questionado sobre a possibilidade de novos aportes financeiros para o setor, o vereador destacou que já existem estudos apontando que a medida, isoladamente, não seria suficiente para resolver os problemas enfrentados pelo transporte coletivo.

    “Você tem que perguntar ao prefeito. Nós temos o estudo, eu tenho o estudo que isso aí não soluciona um problema”, declarou Muniz.

    Segundo o presidente da Casa, a definição sobre a continuidade do benefício não passa pelo Legislativo, mas sim pela análise do governo municipal, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) e da área econômica da prefeitura.

    O parlamentar também ressaltou que o valor previsto para o subsídio pode ser inferior ao teto divulgado anteriormente.

    “Quem lê a matéria vai ver que é até R$ 80 milhões. Então eles irão fazer um estudo mais específico para saber a necessidade”, afirmou.

    Valor pode ser menor que o previsto

    De acordo com Muniz, a cifra de R$ 80 milhões representa apenas um limite máximo para eventual aporte ao sistema, sem que isso signifique necessariamente a liberação integral dos recursos. Na avaliação do vereador, a definição dependerá dos números levantados pelos técnicos da administração municipal e da real necessidade apresentada pelas concessionárias do transporte público.

    “Se eles entenderem que não há necessidade de R$ 80 milhões, eles não darão os R$ 80 milhões”, pontuou.

    A declaração ocorre em meio às discussões sobre o equilíbrio financeiro do sistema de ônibus de Salvador, que nos últimos anos tem recebido aportes públicos para compensar perdas operacionais e evitar reajustes mais elevados na tarifa.

    Decisão será do Executivo

    Apesar do debate sobre novos subsídios ganhar espaço no Legislativo, Carlos Muniz reforçou que a palavra final caberá ao prefeito e aos órgãos responsáveis pela gestão do transporte público.

    “Essa pergunta tem que ser feita ao Executivo, à Secretaria da Fazenda e ao secretário da Semob”, concluiu.