Presidente da CMS faz balanço positivo do 1º semestre e justifica adiamento de projetos

    Segundo Muniz, retirada ocorreu por acordo de maioria para melhor análise após o recesso

    Foto: André Souza/bahia.ba

    O presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), vereador Carlos Muniz (PSDB), realizou o balanço oficial dos trabalhos legislativos referentes ao primeiro semestre de 2026. Em pronunciamento de encerramento do período de sessões antes do recesso parlamentar, o chefe do Poder Legislativo soteropolitano avaliou positivamente o ritmo das atividades em plenário.

    Muniz garantiu que o calendário de votações e debates não sofreu interferências do cenário político externo, mesmo diante das articulações que antecedem o pleito eleitoral deste ano.

    O chefe do Parlamento municipal destacou a produtividade na análise das matérias enviadas pela prefeitura e assegurou que as comissões técnicas da Casa deram o andamento necessário aos textos prioritários para a capital.

    “Não houve nada que atrapalhasse o Legislativo, nós votamos todos os projetos que aqui estavam prontos nas comissões para serem votados, limpamos a pauta em relação a Executivo. Então, é um ano eleitoral, mas que não está trazendo problema nenhum para a Câmara Municipal de Salvador”, ponderou Carlos Muniz.

    Retirada de projetos do Legislativo e o acordo de maioria

    Questionado sobre a ausência de votação de matérias de autoria dos próprios vereadores na última sessão que antecedeu a pausa junina, o presidente da CMS explicou que a decisão não representou um travamento institucional ou falta de consenso político.

    Muniz revelou que a retirada dos projetos de lei do cardápio de votações partiu de uma deliberação coletiva da bancada de parlamentares, que optou por estender o tempo de discussão de suas propostas.

    O vereador do PSDB defendeu a importância de respeitar os ritos democráticos e as prerrogativas dos pares na condução das pautas.

    “Houve um desejo dos vereadores para que tivesse uma melhor apreciação para poder ser votado na próxima sessão, que é após o recesso. Então, é algo que eu, como presidente, tenho que respeitar porque é um acordo de maioria”, justificou o gestor da Casa.