Orlandinho foca na guerra à Covid e brada: ‘A eleição é consequência’

    Eficácia agora é fundamental como cabo eleitoral

    Imagem: O Globo/reprodução
    Imagem: O Globo/reprodução

     

    Prefeitos sabem, e dizem, que, dos 5.568 municípios brasileiros, em torno de mil, especialmente na Amazônia, nunca tiveram acesso à internet. Outros mil têm acesso precário. Mas justa ou injusta, em 2020, ano de eleição com pandemia, as redes sociais vão ser a grande ferramenta da campanha. Em maioria, a única.

    Na UPB (União dos Municípios da Bahia), a busca de orientação por parte de prefeitos para a contratação de profissionais do ramo cresceu. Até porque, em tempos de pandemia, comunicação é fundamental, ainda mais numa campanha eleitoral.

    Jogo duro

    Prefeito pela terceira vez e candidato à reeleição, Orlando Peixoto Filho (PT), prefeito de Cruz das Almas, travou as entradas da cidade, se equipou, impôs o isolamento, e, agora colhe os frutos: com 34 casos – 19 resolvidos e 15 ativos, tem o menor índice da Bahia entre as cidades de médio porte.

    E a campanha eleitoral, como fica?

    — É muito complexo tudo isso. Temos uma crise econômica, outra sanitária e um embate político. Eu percebi isso e decidi focar meus esforços no combate ao corona. O monitoramento dos que tiveram contato com infectados… isso tem dado boa resposta.

    E a eleição?

    — A eleição é consequência. O povo terá uma boa oportunidade de julgar o nosso desempenho.

    Orlandinho sintetiza o sentimento entre os mais de 200 prefeitos que vão disputar a reeleição: eficácia agora é fundamental como cabo eleitoral.