Pandemia: o cenário traçado no momento é de incertezas

    Está mais para tempo de murici, cada um cuida de si

    Três notícias sobre a pandemia, uma boa e duas ruins.

    A boa que não é 100% boa: os números ruins estão caindo na medida em que a vacinação avança, embora tenham estagnado nos últimos dias. Tudo sinaliza para a retomada do velho normal, mas ainda pisando em ovos.

    As ruins estão imbricadas:

    1 — Chegou a variante Delta, tida como mais contagiosa e letal, principalmente para idosos, entrando num time de 25 outras variantes já listadas pelo Lacen até julho na Bahia.

    2 — Isso sugere, segundo autoridades que trabalham na pandemia, que a vacinação foi mais lenta do que a capacidade do vírus de se multiplicar. E ainda vamos ficar ainda um bom tempo convivendo com isso, o que vai obrigar a manter o processo de vacinação em massa aí por pelo menos três anos. E quem vai pagar a conta?

    Tempo de murici

    A pergunta aí permeia as conversas de prefeitos. Eles lembram que o cenário sugere uma tendência bem nítida, a de que o processo de vacinação será contínuo, até porque já vem aí a terceira dose para os mais idosos, mas não se fala sobre como pagar a conta.

    Só em Salvador o número de pessoas contratadas além do quadro regular para trabalhar na vacinação é de 400. Na UPB, os prefeitos dizem que no ano passado o dinheiro jorrou do governo federal, mas este ano, não. Está mais para tempo de murici, cada um cuida de si. A questão, alertam eles, é que já vivem no limite. E sem ajuda não vai dar.