O deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante) foi reeleito neste domingo (4) como o deputado federal mais votado da Bahia. No dia seguinte à eleição, ele também comemorou a vitória do filho, Tancredo Isidório, eleito pela primeira vez para a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
Em entrevista exclusiva ao bahia.ba nesta segunda-feira (5), Isidório atribuiu os resultados ao apoio recebido durante a campanha e agradeceu aos eleitores de diferentes grupos e religiões.
“Então, aí eu estou agradecendo a todo mundo, de todas as religiões, votar em mim, trabalhadores, funcionários públicos, a imprensa faz parte dessa vitória minha e de meu filho.”
O deputado também destacou o papel da imprensa na campanha e afirmou que a divulgação de sua atuação contribuiu para o resultado nas urnas. “Tenho a gratidão a imprensa, os jornais e o trabalho de vocês comigo.”
Isidório fala sobre segundo turno
Questionado sobre a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), Isidório afirmou que considera o segundo turno uma nova etapa da eleição e criticou uma possível aproximação do Brasil com os Estados Unidos.
“Eu não sou direita, não sou esquerda, eu sigo avante com Jesus, tá certo? Pedindo a Jesus que me oriente, respeito todo mundo. O eleitor de Lula não é jegue, não é cavalo. De Bolsonaro não é boi, não é gado. São pessoas que têm o direito de escolher os seus representantes.”
Na sequência, o deputado afirmou que sua preferência está relacionada à atuação dos candidatos junto à população mais pobre. “Eu prefiro os que cuidam e têm trabalho comprovado com a pobreza.”
Isidório também falou sobre soberania nacional e fez críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Querem agachar? Vai ficar de quatro pés para os Estados Unidos? Todo mundo sabe que o que Trump quer é meter la chivada com o povo aqui no Brasil, tomar petróleo, tomar terra rara, tomar da certa Amazônia.”
O deputado ainda relembrou a relação entre o ex-governador Rui Costa e o governo federal antes da chegada de Lula à Presidência. Segundo Isidório, a falta de diálogo teria prejudicado a Bahia.
“Eu não me esqueço que o governo, antes de Lula, o Rui Costa pedia audiência a ministros, ministros, e não conseguia, nunca foi atendido. O presidente da república deu-se ao luxo de não atender nunca o governador só porque ele era de oposição, nenhum ministro atendeu a Bahia.”

