Petista diz que apreensão do passaporte de Flávio foi ‘inoportuna’

    Senador teve ordem assinada sete minutos após derrota política

    Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

    O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores e deputado federal eleito, Edinho Silva, disse nesta terça-feira (3) que a solicitação da Polícia Federal para apreender os passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apenas sete minutos após o resultado da eleição presidencial “talvez tenha sido inoportuno”.

    Em entrevista ao site Poder360, Edinho afirmou que a avaliação reflete o ponto de vista político, não o jurídico sobre o tema.

    “Considero que talvez a decisão tenha sido inoportuna naquele momento. Penso que poderia ter sido mais adequado aguardar a consolidação do resultado eleitoral e, posteriormente, caso houvesse necessidade, adotar as medidas cabíveis”, disse.

    Flávio Bolsonaro perde a eleição

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) às 21h09 do dia 25 de outubro. Sete minutos depois, a representação da PF pedindo os passaportes de Flávio foi assinada.

    O pedido da PF foi atendido no mesmo dia pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Na segunda-feira (26), o senador foi intimado após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília.

    Não demorou para o senador reagir. Após publicar um vídeo nas redes sociais afirmando que não tinha intenção de fugir, Flávio deixou o Brasil com a família no dia 27 de outubro.

    “Quero deixar muito clara essa distinção: estou fazendo uma avaliação política, não jurídica. Não conheço os elementos que fundamentaram a decisão [de Alexandre de Moraes] e, portanto, não tenho condições de questionar sua necessidade do ponto de vista legal. Talvez o tempo permita compreender melhor por que a medida precisou ser tomada exatamente daquela maneira e naquele momento”, completou Edinho.