Pinheiro quer eleição já, mas acha que a chance é zero

    O PT nunca quis e a galera de Temer não quer perder a chance de ter o presidente, mesmo biônico

    Frase da vez

    “A política é como a esfinge da fábula: devora todos que lhe não decifram os enigmas”

    Antoine Rivarol,  jornalista, escritor e panfletário francês (1753-1801)

    (Foto: Divulgação)

     

    O senador Walter Pinheiro disse ontem que não fez qualquer acordo ou articulação com o governador Rui Costa sobre voto no Senado no caso do impeachment.

    Na semana passada, Geddel disse que a ida de Pinheiro para a Secretaria de Educação tratava-se de uma articulação para assegurar o voto de Roberto Muniz, o suplente dele, contra o impeachment.

    — A primeira conversa que eu tive com Rui sobre a secretaria foi em 21 de março. Já em abril é que ele fez o convite formal.

    O fato é que Pinheiro continua senador.

    Ainda não assumiu a SEC porque o suplente, Roberto Muniz, pediu 15 dias de prazo para se desincompatibilizar das suas obrigações na presidência da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas do Serviço Público de Água e Esgoto (Abcon).

    — Ele pediu 15 dias. São os 15 dias mais longos que eu já vi.

    Do jeito que a coisa caminha, Pinheiro vai votar no impeachment. Votar como?

    — Vou por novas eleições já. Golpe? Golpe é tirar do povo o direito de eleger o presidente.

    Mas ele admite: a chance de passar é zero. O PT nunca quis e a galera de Temer não quer perder a chance de ter o presidente, mesmo biônico.

    Foto Manu Dias/GOVBA
    Foto Manu Dias/GOVBA

    De quarentena

    Jaques Wagner, chefe do gabinete pessoal da Presidência da República, não será secretário do governo do Estado, caso o Senado aprove o impeachment de Dilma.

    Ele diz que vai ficar morando na Bahia, mas pretende cumprir a quarentena de seis meses, a que todo ex-ministro tem a obrigação (de não pegar outras funções, para evitar que passem informações confidenciais) e o direito (a remuneração durante o período).

    Daqui, pretende continuar ajudando Dilma, já que a votação final do impeachment ainda será em outubro.

    No mais, é saber o que ele fará até 2018, quando deverá tentar o Senado ou uma vaga de deputado federal.

    Olhando de lado

    Presidente da Comissão dos Direitos da Mulher, a deputada Fabíola Mansur (PSB), faz esforço monumental para convencer os seus pares sobre a importância da aprovação do Plano Estadual de Educação na sua integralidade, que contempla a questão do gênero e sexualidade na formação didático-pedagógico dos professores.

    O projeto é polêmico. Ontem ela discursou sobre o assunto. E o deputado Sargento Isidório (PDT) ficou o tempo inteiro de costas.

    A morte do SUS

    Maria Rita Lopes Pontes, superintendente das Obras Sociais de Irmã Dulce, vai hoje a Brasília fazer um périplo pelo Senado. Junto com representantes de outros segmentos filantrópicos, ela irá visitar os 81 senadores, um por um, para pedir voto contra a PEC-143, a chamada PEC da Morte do SUS.

    A tal PEC prevê que cada estado e município definirá qual o percentual que vai gastar com saúde. Hoje é obrigatório 25%.

    — Se o sistema já é caótico, imagine com essa PEC. Será o fim.

    Se passar, o baque previsto é de R$ 80 bi.

    Senador Dalirio Beber (Foto: Marcos Oliveira/Agência Estado).

    A hora do voto

    A PEC foi apresentada pelo senador Dalirio Beber (PSDB-SC) e teve substitutivo do senador Romero Jucá (PMDB -RR), acolhido pelos senadores.

    Está para ser votada em segundo turno, o que deveria acontecer ainda esta semana, se o impeachment deixar.

    Bom para o ladrão

    Alguém bateu a carteira de uma cidadã, sábado, na Livraria Saraiva do Shopping Barra.

    Nem se surpreendeu tanto com o fato de ter sido assaltada num shopping, algo que já virou rotina.

    Mas como ela estava próximo ao caixa, para onde tem uma câmera apontada, pediu à direção da livraria para ver as imagens e assim poder pedir providências à polícia, aí veio a grande surpresa.

    Os diretores lá disseram que as imagens são enviadas a São Paulo e, além disso, só são liberadas com ordem judicial. Pode?

    Portas fechadas

    O Palacete das Artes anunciou, com muito alarido, a exposição Brinquedos à Mão – Coleção Sálua Chequer (de 27 de abril a 26 de junho), com mais de mil e trezentos objetos utilizados pela infância de antigamente e ainda muito presentes no interior do nordeste.

    Anteontem, uma multidão foi e levou um bolo. Para a surpresa de todos, o Palacete estava fechado. Por que não anunciaram que domingo os museus não abrem?

    É um absurdo, mas é assim.

    Fios soltos

    O vereador Leo Prates (DEM) apresentou projeto de lei na Câmara de Salvador que obriga as concessionárias de energia e telefonia a retirar cabos e fiação aérea excedentes e sem uso.

    Hoje, um emaranhado de fios ficam lá, ao Deus dará.

    O projeto prevê multa de R$ 5 mil, em caso de não obediência após a notificação, e R$ 20 mil na reincidência. A CCJ já deu parecer favorável, só falta votar.

    Senador Cristovam Buarque (Foto: Geraldo Magela/Agência Estado).

    Cristovam na terra

    O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) será o palestrante da abertura do III Seminário ‘O novo Ciclo Desenvolvimentista da Bahia, do Nordeste e do Brasil’, promovido pelo Instituto Rômulo Almeida de Altos Estudos (IRAE), na segunda (9h), na Associação Comercial da Bahia.

    O seminário seguirá até às 16hs com outros palestrantes.

    Propaganda em debate

    O Sindicato das Agências de Propaganda da Bahia (Sinapro-Ba) realiza amanhã (8h) um café da manhã na Casa do Comércio.

    Alexis Pagliarini, superintendente da Federação Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro), irá apresentar a pesquisa nacional que traça um perfil das agências publicitárias do Brasil, em 2015.