Publicado em 18/06/2026 às 18h46.

Presidente do PT Bahia reforça apoio a Jaques Wagner e alfineta oposição

Tássio afirma que essa é uma estratégia “desesperada da extrema direita” para criar uma cortina de fumaça “lavajatista”

Gabriela Encinas
Foto: Carlos Moura/Ag. Senado

 

O presidente do PT da Bahia, Tássio Brito, saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT) nesta quinta-feira (18), após o parlamentar se tornar alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF). Em nota, o dirigente partidário destacou a trajetória política do senador e afirmou ter confiança de que as investigações esclarecerão os fatos.

Segundo Tássio, Wagner possui uma vida política pública marcada pelo compromisso com o interesse público. O dirigente também lembrou que o senador já se pronunciou sobre o caso em entrevista e afirmou ter total confiança no senador.

“O senador Jaques Wagner tem uma vida pública marcada pela retidão e pelo compromisso com o interesse público, sendo amplamente reconhecido por ter libertado a Bahia do carlismo. Tem total confiança minha e do PT. Não temos dúvidas de que as investigações provarão, mais uma vez, que o senador sempre se pautou dentro da legalidade”, declarou.

O presidente estadual do PT direcionou críticas à oposição, mais especificamente o senador Flávio Bolsonaro (PL), que é rival nas eleições deste ano do presidente da república, Lula (PT). Flávio também virou alvo da PF após associação com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que financiou o filme ‘Dark Horse’, que conta história do pai do senador, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Não existe áudio dele pedindo R$ 134 milhões a ninguém, nem qualquer relação com os investigados. O Brasil inteiro sabe onde está o verdadeiro foco do escândalo do Banco Master”, alfinetou Tássio. O presidente do PT Bahia também citou nomes que para ele estariam ligados ao Banco Master: “Quem possui conexões e vínculos de bastidores com o próprio Augusto Lima e com o ralo financeiro do Banco Master é a chapa de João Roma e ACM Neto. E isso ficará cada vez mais evidente”.

O dirigente também defendeu que as apurações ocorram com transparência e responsabilidade para identificar eventuais irregularidades. Mas destacou que o episódio é uma estratégia “desesperada da extrema direita” para criar uma cortina de fumaça “lavajatista”, que vai desgastar a imagem de Jaques Wagner e da chapa na Bahia.

“O que vejo é uma tentativa desesperada da extrema direita de erguer uma cortina de fumaça lavajatista e criar um massacre midiático contra o senador Jaques Wagner para tentar estancar o crescimento avassalador da nossa chapa na Bahia, já que não conseguem vencer no debate de propostas e no trabalho”, concluiu.

Gabriela Encinas
Jornalista nascida em Salvador, com origens em Xique-Xique, no interior da Bahia, e com cidadania espanhola. Já trabalhou na produção da Band Bahia TV, atuou como repórter de Política no site Taktá e no site Panorama da Bahia.

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