Renan diz que eleitor que votar em Flávio Bolsonaro vai ‘pagar mico’

    Partido Missão tenta se consolidar como oposição ao Bolsonarismo

    Foto: Divulgação/Partido Missão

    O candidato à Presidência da República derrotado no primeiro turno, Renan Santos (Missão), afirmou que eleitores que o apoiaram e que pretendem votar no seandor e candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), no segundo turno vão “pagar mico”. Renan também declarou que prefere anular o voto ou não comparecer às urnas.

    “Vocês viram que eu não vou votar. Vou votar nulo. Ou nem vou votar”, afimrou. Apesar de rejeitar o apoio a Flávio, o candidato derrotado não declarou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição.

    Candidato critica postura da campanha do PL que chama os eleitores do Missão de ‘esquisitões’

    Renan argumentou que os eleitores que migrarem para a candidatura de Flávio neste segundo turno estarão ignorando as críticas feitas pela campanha de Flávio Bolsonaro.

    “Então, se você é um eleitor meu, entenda. Eles (a campanha de Flávio) chamaram você de esquisitão. Você é um esquisitão e eu sou um nazista. Isso aqui eu já falei pra vocês: votem quem vocês quiserem. Façam o que vocês quiserem nessas eleições. Mas se você é eleitor meu e está disposto a pagar esse mico, achando que você tá salvando o Brasil, eu já falei, você tá perdendo o teu tempo”, afirmou.

    A fala de Renan ocorre após Pablo Marçal afirmar que o candidato do Missão teria “perfil de Hitler”, além de classificar seus apoiadores como “esquisitos”. As declarações foram feitas na segunda-feira (19), durante participação no podcast IronTalks TV, e provocaram repercussão no cenário político.

    Renan critica excesso de confiança da campanha de Flávio Bolsonaro

    O candidato do Missão também afirmou acreditar que a campanha de Flávio Bolsonaro considera já ter vantagem suficiente na disputa e, por isso, não estaria empenhada em conquistar os votos recebidos por Renan no primeiro turno, por já ser uma eleição ganha, segundo os bolsonaristas. 

    “Eles acham que eles estão três, quatro pontos na frente. E que, depois, eles vão poder fazer o que eles já tentaram fazer no mandato do Jair (Bolsonaro), que é ir pra cima da gente, institucionalmente”, disse ele, completando: “O Marçal está falando basicamente o que aquela turma acha ali”.