Publicado em 13/01/2016 às 18h43.

Representante comercial nega acusações de intolerância religiosa

Acusado estranha que vereador Gilmar Santiago tenha interferido em favor de babalorixá sem ouvir o outro lado da história

Redação
Acusado de intolerância religiosa, Josenilson Furtado diz que tudo não passa de briga de vizinhos (Foto: bahia.ba)
Acusado de intolerância religiosa, Josenilson Furtado diz que tudo não passa de briga de vizinhos (Foto: bahia.ba)

 

Após ser acusado pelo babalorixá Jonatas de Souza, conhecido como Babá Deloiá, membro do terreiro Ilê Axé Oyá Omim Balé, localizado na Ladeira São Francisco de Pádua, no bairro da Lapinha, de intolerância religiosa, o representante comercial Josenilson Furtado Sento Sé, 38, conhecido como Batata, esteve na redação do bahia.ba para rebater as acusações. Em sua defesa, argumentou que existe entre ele e o babalorixá uma briga de vizinhos, envolvendo as duas famílias. O desentendimento já resultou em agressões verbais e físicas contra si e membros da sua família, todas registradas na 2ª Delegacia Territorial (2ºDT/Liberdade).

De acordo com o representante comercial, as acusações formuladas pelo vizinho não têm fundamento, já que na rua onde mora existem vários adeptos do candomblé, com quem ele e sua família, residente no local há mais de 50 anos, sempre conviveram pacificamente. “Moro nessa rua desde que nasci e nunca tive, nem eu nem ninguém da minha família, qualquer problema com a vizinhança. Todos me viram crescer e podem atestar sobre o meu comportamento ou o de qualquer pessoa da minha família”, diz Josenilson, ressaltando que o babalorixá e sua tia Vilma se mudaram para a rua há uns quatro anos.

Ele considerou estranho que o vereador Gilmar Santiago (PT) tenha interferido em favor do babalorixá sem sequer ouvir seu lado da história, aceitando como verdade absoluta os relatos de Jonatas de Souza. “A história contada por ele foi invertida a seu favor. Nunca agredi ninguém. No dia do fato de que ele me acusa de ter sido o autor, eu nem estava no local da ocorrência, que na verdade foi uma briga entre ele e meu cunhado e aconteceu no Queimadinho”, conta o representante comercial.

Josenilson nega as acusações, afirmando que ele e sua família é que têm sido alvo das agressões. “As agressões têm partido dele e de sua família. Temos apenas nos defendido. Essa coisa de intolerância religiosa foi inventada por eles para justificar as rusgas entre nós. Já perdi dois trabalhos por causa de toda essa situação criada por ele”.