A retomada do julgamento que pode tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível está sendo comemorada nas redes sociais. Horas antes da sessão na Corte Eleitoral, que acontece nesta terça-feira (27), às 19h, a hashtag (#) “Bolsonaro Inelegível” ocupa o primeiro lugar no ranking assunto do momento, nomeado de ‘Trending Topics’ do Twitter.
Políticos e parte da sociedade civil usaram as redes sociais, nesta manhã, para celebrar a ação do TSE. “Está nas mãos do TSE: hoje o dia vai terminar com Bolsonaro Inelegível. E esse é só o começo: queremos Bolsonaro julgado por todos os crimes contra a humanidade e o Brasil. Vai ser sem anistia!”, escreveu uma internauta.
Está nas mãos do TSE: hoje o dia vai terminar com Bolsonaro Inelegível. E esse é só o começo: queremos Bolsonaro julgado por todos os crimes contra a humanidade e o Brasil. Vai ser sem anistia!#BolsonaroInelegivel #SemAnistia #BolsonaroNaCadeia pic.twitter.com/TQot37Kx7H
— Wal Nictheroy (@WNictheroy) June 27, 2023
Já a deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP) comentou sobre os questionamentos de Bolsonaro acerca da legitimidade do sistema eleitoral e encerrou o seu tweet com uma indagação: “será que agora vai?”
“É hoje! O TSE vai retomar o julgamento da ação que pode tornar o Bolsonaro inelegível. O ex-presidente levantou suspeitas infundadas e atacou a segurança do sistema eleitoral brasileiro quando que se reuniu com embaixadores. Será que agora vai? #BolsonaroInelegivel”, disse a parlamentar.
É hoje! O TSE vai retomar o julgamento da ação que pode tornar o Bolsonaro inelegível. O ex-presidente levantou suspeitas infundadas e atacou a segurança do sistema eleitoral brasileiro quando que se reuniu com embaixadores. Será que agora vai? #BolsonaroInelegivel pic.twitter.com/5eRBzJiT1W
— Tabata Amaral (@tabataamaralsp) June 27, 2023
O julgamento de Bolsonaro deve-se a uma ação movida pelo PDT sobre a conduta do ex-mandatário do Brasil durante reunião com embaixadores, que aconteceu em julho do ano passado, no Palácio da Alvorada. Na oportunidade, o ex-presidente atacou o sistema eletrônico de votação.
A legenda solicitou, em agosto de 2022, o Ministério Público Eleitoral (MPE) uma investigação contra o ex-presidente.
Em aparição à imprensa, o ex-mandatário do Brasil já admite a possibilidade de não sair ileso do julgamento em curso. Em entrevista à coluna Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, Bolsonaro negou ataques as urnas eletrônicas.
“Eu não ataquei o sistema eleitoral. Eu mostrei como é o sistema eleitoral. Eu perguntei ‘alguém tem esse sistema no seu país’? Não tem. A Alemanha já adotou. E depois viu que não era confiável. E querem me punir também pelo conjunto da obra”, afirmou.
O julgamento será retomado com o voto do relator, ministro Benedito Gonçalves. Após o posicionamento do relator, os demais ministros passam a votar na seguinte sequência: Raul Araújo, Floriano de Azevedo Marques, André Ramos Tavares, Cármen Lúcia, Nunes Marques e o presidente do Tribunal, Alexandre de Moraes.
Caso a ação seja favorável, Bolsonaro poderá ficar inelegível por 8 anos e perderá as 4 próximas disputas eleitorais: 2024, 2026, 2028 e 2030 e entrará na lista do terceiro ex-presidente incapacitado de concorrer o pleito eleitoral.
Até o momento, apenas dois ex-mandatários ficaram inelegíveis, foram eles: Fernando Collor de Mello e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ação contra Lula, no entanto, foi revertida e tornou possível a sua ascensão novamente a cadeira da Presidência da República.

