Saída de Ernesto Araújo é avaliada em possível reforma ministerial, confirma Mourão

    Mudanças devem ocorrer após as eleições para as Presidências da Câmara dos Deputados e do Senado

    Foto: Alan Santos/PR

    A saída de Ernesto Araújo do comando do Ministério das Relações Exteriores não é descartada e pode acontecer em uma eventual reforma ministerial. De acordo com o vice-presidente Hamilton Mourão em entrevista à Rádio Bandeirantes nesta quarta-feira (27), as mudanças devem ocorrer após as eleições para as Presidências da Câmara dos Deputados e do Senado.

    “Acho que poderá ocorrer uma reorganização do governo para que seja acomodada a nova composição política que emergir desse processo. Talvez alguns ministros sejam trocados, entre eles, o próprio Ministério das Relações Exteriores”, afirmou.

    A demissão de Araújo já era comentada nos bastidores do Planalto desde as últimas semanas por causa da relação que ele matinha com a China. O chanceler e a embaixada chinesa não se falavam desde março do ano passado, após duras críticas feitas pelo deputado Eduardo Bolsonaro ao embaixador, Yang Wanming, e pessoas ligadas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmam que a posição do ministro não foi bem aceita por ele.

    Segundo o jornal Folha de S. Paulo, assessores afirmam que, apesar da posição ideológica do presidente, ele acredita que o diálogo não poderia ter sido rompido entre o Brasil e a China, que fornece insumos para a fabricação das vacinas contra o novo coronavírus. Agora, Ernesto Araújo busca retomar o diálogo com o país asiático.