Secretário com prisão determinada pelo TRE-BA está em Paris

    A decisão foi proferida no âmbito de uma ação apresentada pela Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV

    Foto: Valter Pontes/ Secom-PMS

    O secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, que teve a prisão em flagrante determinada neste domingo (25) pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), está em Paris, na França, para cumprir uma agenda oficial sobre cultura e mobilidade urbana. A viagem internacional foi divulgada pela imprensa no sábado (24), véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

    Souza integrou a comitiva da vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, que participou de compromissos institucionais na capital francesa. Entre as atividades, esteve o lançamento da Coalizão Cultura, Diálogo e Desenvolvimento, realizado no Palácio do Eliseu.

    Pablo Souza está em Paris em missão oficial a convite do governo francês, conforme informou a Prefeitura de Salvador. Segundo a administração municipal, o secretário tem retorno previsto para segunda-feira (26), quando deverá se apresentar às autoridades para prestar esclarecimentos sobre a operação do transporte público.

    Foto: Divulgação

    Neste domingo, o presidente do TRE-BA, desembargador Mauricio Kertzman Szporer, determinou a prisão em flagrante de Pablo Souza por indícios de irregularidades na operação do transporte público da capital baiana durante o segundo turno das eleições.

    A decisão foi proferida no âmbito de uma ação apresentada pela Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, que denunciou uma suposta estratégia da Prefeitura de Salvador para dificultar o deslocamento dos eleitores. Segundo a representação, o transporte coletivo operava com redução superior a 50% da frota habitual de dias úteis durante a votação.

    Além da determinação de prisão do secretário, o presidente do TRE-BA ordenou a liberação imediata de 100% da frota de ônibus da capital, sob pena de multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento da ordem judicial.