O secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, afirmou, em entrevista exclusiva ao bahia.ba nesta terça-feira (27), que a falta de ônibus nas ruas durante o domingo de segundo turno das eleições (25) foi provocada por uma ação coordenada de apoiadores do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Pablo Souza destacou que os ônibus deixaram as garagens as 4h, mas devido a atos classificado pelo secretário como “criminoso”, “os ônibus começaram a circular de fato nas ruas” às 9h na capital baiana, após normalizar a questão dos ônibus com adesivo. Apesar de às 12h ainda terem relatos de falta de ônibus nas ruas.
“O que houve de fato foi uma ação coordenada por parte de apoiadores do presidente Lula que começaram a promover um adesivaço nos ônibus tanto às quatro da manhã e aí as empresas tomaram a iniciativa de cumprir a resolução do TSE, irem removendo e liberando gradativamente. Mas ali por volta das nove horas da manhã ou seja a partir das quatro os ônibus começaram a circular de fato nas ruas, a partir das nove da manhã houve ação que eu comparo a um pedágio né”, disse Pablo.
O titular da Semob também comentou a identificação de mais de 900 ônibus estacionados em garagens, segundo levantamento do Procon-BA. Segundo o secretário, a falta de ônibus ocorreu devido a uma ação coordenada que teria começado por volta das 4h, quando apoiadores do PT teriam iniciado um adesivaço nos coletivos.
Segundo ele, as empresas de transporte começaram a retirar os adesivos e a liberar os veículos gradualmente, mas uma nova ação teria ocorrido por volta das 9h. “O que houve de fato foi uma ação coordenada por parte de apoiadores do presidente Lula que começaram a promover um adesivaço nos ônibus às 4h da manhã e aí as empresas tomaram a iniciativa de cumprir a resolução do TSE de irem removendo e liberando gradativamente”, disse.
Pablo completou dizendo que uma nova ação, que ele comparaou a um “pedágio” teria ocorrido. “Eu comparei a um pedágio né? Em que eles paravam todos os ônibus, faziam adesivaço e só soltava depois de adesivar. Então essa ação coordenada por parte dessas pessoas, ela causou um grande impacto operacional no atendimento do transporte público no domingo em Salvador”, afirmou.
Pablo Souza questiona tratamento dado a funcionários
Questionado sobre as pessoas identificadas durante o adesivaço, Pablo classificou como uma “injustiça” a ordem de prisão em flagrante determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) contra ele, enquanto, segundo afirmou, os funcionários identificados ainda não haviam sofrido penalidades.
O secretário também levantou a possibilidade de uma articulação política. “A Semob em particular, não tomou uma [decisão], que isso [cabe] ao TRE. Eu pessoalmente como uma grande injustiça ter sido feito o pedido da minha prisão e essas pessoas que estão identificadas filmadas, não terem tido nenhum tipo de ação contra elas, o que pode denotar pra mim uma articulação política em relação a esse tema”, disse.
Secretário diz que tem baixa procura de ônibus nos domingos de eleição
O secretário também afirmou que a frota metropolitana foi reduzida no domingo e justificou a medida com a expectativa de menor movimento no transporte público durante o pleito. Segundo ele, a programação adotada seria compatível com a demanda esperada para a data, apesar da fala não existe dados divulgados que comprovem esse baixa procura.
“A gente viu também a frota metropolitana que tava com boa parte dos ônibus na garagem porque nós temos consciência de que a frota para um dia de eleição ela é uma frota que é adequada ao longo de toda a história da cidade pra poder atender esse dia que é um dia do menor movimento do transporte público do ano”, declarou.
Secretário cita votação perto de casa para justificar demanda
Ao explicar a avaliação de que a procura por ônibus é menor em dias de eleição, Pablo disse que muitos eleitores votam em zonas eleitorais próximas de suas residências. “Até por orientação do próprio TRE, elas buscam votar em zonas eleitorais próximas às suas residências”, explicou.
Pablo Souza diz que 850 ônibus foram disponibilizados e Procon alega que mais de 900 estavam parados em garagens
Pablo Souza disse que a operação do segundo turno foi a mesma do primeiro, que contou com 850 veículos. “No primeiro turno a frota total foi de 850 veículos. Pro segundo turno que você tem menos candidatos, menos circulação, a gente colocou a mesma frota pra poder rodar, do ponto de vista operacional a nossa compreensão técnica é de que atende”, disse.


