Secult admite que ‘Carnaval do Pelô’ sem edital ‘não é ideal’

    Alegação de falta de tempo para edital dá a entender que houve falhas na transição na pasta, apesar do governo do estado permanecer com o mesmo grupo político

    Foto: Cássio Santana / bahia.ba

    Em meio a críticas por falta de transparência na ocupação dos palcos do Pelourinho, em Salvador, no período do Carnaval, o titular da Secretaria de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, voltou a alegar falta de tempo para a realização do edital “Carnaval do Pelô” este ano, mas admitiu que o modelo de contratação de artistas “não é o ideal”.

    Apesar da sucessão do governo do estado ter ocorrido entre um mesmo grupo político, passando de Rui Costa (PT) para Jerônimo Rodrigues (PT), o secretário deu a entender que houve falhas na transição da pasta antes ocupada por Arany Santana, que agora está à frente da Ouvidora Geral do Estado da Bahia.

    “Como já falei anteriormente, não houve tempo hábil para realização de edital. Um edital requer um tempo pra sua realização, por exemplo, o edital Ouro Negro que financia os blocos afro, foi aberto no inicio de dezembro, então isso permitiu que ele fosse possivel”, declarou o secretário ao ser questionado pelo bahia.ba, nesta segunda-feira (13), durante a apresentação do planejamento da Operação Carnaval 2023, pela Secretaria de Segurança Pública (SSP).

    “Eu sei que não é o ideal, tem muita gente que ficou de fora que gostaria de estar dentre, mas infelizmente foi o possível nesse momento, pontuou Monteiro, afirmando que a escolha dos artistas se deu por meio de “busca ativa a partir da diversidade de gêneros musicais” e também levando em consideração artistas que já se apresentaram em outras edições do Carnaval no Pelourinho.

    “Mas a gente tem sempre o compromisso de aprimorar, de entender o que está acontecendo pra ir aprimorando nos próximos anos”, prometeu o secretário de Cultura.