Sem apresentar provas, Bolsonaro diz que houve fraude eleitoral e aponta vitória em 1º turno
Em encontro com apoiadores brasileiros em Miami, além da Justiça Eleitoral, o presidente atacou o Congresso e a imprensa brasileira

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, mesmo sem apresentar provas, afirmou nessa segunda-feira (10) que houve fraude eleitoral no último pleito, em 2018. Ele aponta ainda que foi eleito no primeiro turno.
A declaração foi feita durante um evento com apoiadores brasileiros em Miami, na Flórida, onde o presidente também minou mais uma vez sua relação com o Congresso, a imprensa brasileira e, desta vez, com a Justiça Eleitoral.
Para Bolsonaro, é preciso aprovar um sistema seguro de apuração de votos no Brasil. Se bobear, disse ele, a esquerda poderá voltar ao poder em 2022.
“Pelas provas que tenho em minhas mãos, que vou mostrar brevemente, eu fui eleito no primeiro turno mas, no meu entender, teve fraude. E nós temos não apenas palavra, temos comprovado, brevemente quero mostrar, porque precisamos aprovar no Brasil um sistema seguro de apuração de votos. Caso contrário, passível de manipulação e de fraudes. Então acredito até que eu tive muito mais votos no segundo turno do que se poderia esperar, e ficaria bastante complicado uma fraude naquele momento”, afirmou.
Após 30 minutos de discurso, porém, ele não apresentou nenhum indício concreto do que chamou de fraude eleitoral na eleição de 2018 e também não respondeu sobre possíveis provas após o evento, quando foi questionado por jornalistas sobre o assunto. Essa é a primeira vez que Bolsonaro fala que tem provas da fraude eleitoral desde que ocupa o Palácio do Planalto.
Em outubro de 2018, o então candidato do PSL fez um pronunciamento na internet no qual disse suspeitar que só não havia vencido Fernando Haddad (PT) no primeiro turno devido a fraudes nas urnas eletrônicas.
Antes da segunda etapa da eleição, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mandou fazer uma auditoria externa que comprovava a segurança do sistema de urna eletrônica no Brasil.
Ainda em sua fala de segunda, Bolsonaro fez pressão sobre o Congresso ao dizer que as manifestações marcadas para o dia 15 de março podem arrefecer caso os presidentes da Câmara e do Senado desistam da divisão do Orçamento.
Ele também atacou a imprensa e afirmou que o grande problema do Brasil é a esquerda. Apesar de já estar na Presidência há mais de um ano, afirmou que a oposição aparelha o Estado e “patrocina o atraso no país.”
“Você tem de afastar, não pode ser complacente. Foi o [Mauricio] Macri na Argentina complacente, perdeu. Foi o [Sebástian] Piñera também, está com problema seríssimo, conta com manifestações quase que diárias, quando começaram os movimentos que diziam que era espontâneo mas mais de uma dezena de estações de metrô foram queimadas simultaneamente, então é orquestrado, sim, não há dúvida que pelo pessoal do Foro de São Paulo. E o Brasil? Será que estamos livres disso? Eu acredito que se bobearmos, volta em 2022, no mínimo. E temos que trabalhar contra essa proposta”. Com informações da Folha de S.Paulo.
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