Senado elege comissão do impeachment nesta segunda

    Os 21 membros titulares e 21 suplentes da comissão especial vão analisar as acusações contra a presidente Dilma Rousseff no processo de impeachment

    Plenário do Senado. Foto: Ana Volpe/Agência Senado

    O plenário do Senado elege os 21 membros titulares e 21 suplentes da comissão especial que vai analisar as acusações contra a presidente Dilma Rousseff no processo de impeachment, a partir das 14h desta segunda-feira (23).

    Com base no tamanho das bancadas, as legendas indicaram nomes para compor o colegiado (confira abaixo cada um dos indicados). O PMDB, por ter mais parlamentares, terá cinco integrantes. Os blocos do PSDB e do PT terão quatro cada um.

    A relatoria ainda não foi definida. O PMDB indicou o senador Raimundo Lira (PMDB-PB) para a presidência da comissão – nome que foi bem aceito pela oposição e governo. Mas o PSDB, que integra o segundo maior bloco do Senado, quer indicar o senador Antônio Anastasia (PSDB-MG) para a relatoria.

    Anastasia ficaria responsável por elaborar parecer pela admissibilidade ou não do processo. Se for instaurado o procedimento, Dilma terá que se afastar da presidência por 180 dias. Também cabe ao relator elaborar parecer final sobre o mérito das acusações, com a recomendação ou não a cassação do mandato.

    A indicação de Anastasia não foi bem aceita pelos petistas, que consideram que a relatoria não pode ficar nem com PT nem com PSDB. A expectativa é de que a instalação da comissão especial, com eleição do presidente e relator, ocorra ainda nesta segunda. A partir disso, o relator terá dez dias úteis para elaborar um parecer pela admissibilidade ou não do processo de impeachment. O relatório é votado na comissão e depois submetido ao plenário. A oposição quer concluir a votação no plenário entre os dias 11 e 15 de maio.

    Para que Dilma seja afastada por até 180 dias, basta o voto da maioria – 41 dos 81 senadores. Se isso ocorrer, inicia-se a fase de coleta de provas e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, assumirá a condução do processo e a mandatária terá direito de apresentar defesa. Para cassar o mandato da presidente, o quórum exigido é maior – dois terços, ou 54 dos 81 senadores.

    Veja a lista completa de senadores indicados para a comissão do impeachment:

    PMDB (5 vagas)
    – Titulares
    Raimundo Lira (PB)
    Rose de Freitas (ES)
    Simone Tebet (MS)
    José Maranhão (PB)
    Waldemir Moka (MS)
    – Suplentes
    Hélio José (DF)
    Marta Suplicy (SP)
    Garibaldi Alves (RN)
    João Alberto Souza (MA)
    Dário Berger (SC)

    Bloco da oposição (PSDB, DEM e PV, 4 vagas)
    – Titulares
    Aloysio Nunes (PSDB-SP)
    Antônio Anastasia (PSDB-MG)
    Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
    Ronaldo Caiado (DEM-GO)
    – Suplentes
    Tasso Jereissati (PSDB-CE)
    Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
    Paulo Bauer (PSDB-SC)
    Davi Alcolumbre (DEM-AP)

    Bloco de Apoio ao Governo (PT e PDT, 4 vagas)
    – Titulares
    Lindbergh Farias (PT-RJ)
    Gleisi Hoffmann (PT-PR)
    José Pimentel (PT-CE)
    Telmário Mota (PDT-RR)
    – Suplentes
    Humberto Costa (PT-PE)
    Fátima Bezerra (PT-RN)
    Acir Gurgacz (PDT-RO)
    João Capiberibe (PSB-AP)*
    *O PT cedeu uma vaga de suplência ao PSB.

    Bloco Moderador (PTB, PR, PSC, PRB e PTC, 2 vagas)
    – Titulares
    Wellington Fagundes (PR-MT)
    Zezé Perrella (PTB-MG)
    – Suplentes
    Eduardo Amorim (PSC-SE)
    Magno Malta (PR-ES)

    Bloco Democracia Progressista (PP e PSD, 3 vagas)
    – Titulares
    José Medeiros (PSD-MT)
    Ana Amélia Lemos (PP-RS)
    Gladson Cameli (PP-AC)
    – Suplentes
    Otto Alencar (PSD-BA)
    Sérgio Petecão (PSD-AC)
    Wilder Moraes (PP-GO)

    Bloco socialismo e democracia (PSB, PPS, PC do B e Rede, 3 vagas)
    – Titulares
    Fernando Bezerra (PSB-PE)
    Romário (PSB-RJ)
    Vanessa Grazziotin (PC do B-AM)
    – Suplentes
    Roberto Rocha (PSB-MA)
    Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
    Cristovam Buarque (PPS-DF)