Temer balança e os tucanos se digladiam entre quem sai ou fica

    Em uma reunião ontem, dos 45 deputados federais da bancada, 26 foram a favor de sair, oito de ficar e 12 ficaram no muro

    Frase da vez

    “As tragédias verdadeiras no mundo não são conflitos entre o certo e o errado. São conflitos entre dois direitos.”
    Georg Wilhelm Hegel, filósofo alemão (1770-1831)

    Foto: Alexssandro Loyola/Ascom PSDB
    Foto: Alexssandro Loyola/Ascom PSDB

     

    O PSDB, ou partido dos tucanos, que polarizou com o PT as últimas disputas presidenciais, até achou que encurtou o caminho para o Planalto em 2018 com a queda de Dilma. Chegou a condicionar, para apoiar Michel Temer, que ele declarasse não ser candidato à reeleição. Só aconteceu isso de previsto. No mais, deu com os burros n’água.

    Temer lambuzou-se com a Lava Jato, levou Aécio Neves, uma das estrelas do partido, junto e agora o ninho está em alvoroço. Uma banda, a dos “cabeças pretas”, busca formas de sair do atoleiro, chutando Temer logo de saída e definindo os rumos da reconstrução do partido, o que inclui a possibilidade até do partido mudar de nome.

    O ponto um é decidir se fica com Temer e tira o time. Nem isso conseguiu.

    Em uma reunião ontem, dos 45 deputados federais da bancada, 26 foram a favor de sair, oito de ficar e 12 ficaram no muro.

    A bancada baiana, que tem três deputados, acompanhou a tendência nacional à risca: João Gualberto é fora Temer, Antônio Imbassahy, ministro da Secretaria de Governo, é do fica e Jutahy Júnior está no muro.

    Quarta haverá nova reunião. João Gualberto diz esperar que seja decisiva:

    — Não é o futuro de Temer que está em discussão. É o do partido.

    Em suma, se Temer perder no TSE é xeque-mate. Se não, é muita confusão interna. Que pode significar desintegração.