Três empresas abocanham um terço dos cachês da Bahiatursa no São João

    Produtoras receberam R$ 1,667 milhão, o que corresponde a 32,8% dos R$ 5.077.500 milhões investidos no pagamento de artistas

    Foto: Divulgação

    Três empresários ou produtoras concentraram praticamente um terço dos recursos investidos em cachês pela Superintendência de Fomento ao Turismo da Bahia (Bahiatursa) no São João deste ano.

    No total, o órgão repassou R$ 5.077.500 milhões para o pagamento de artistas por shows em diversos municípios baianos, conforme a soma dos contratos publicados nos últimos dias 21 e 23 de junho no Diário Oficial do Estado.

    Do montante, R$ 860 mil foram destinados à Marco Aurélio Gil Braz Pinheiro Produções Artísticas, para contratação das bandas Cole Comigo, Colher de Pau, Menina Faceira, Forrozão, Flor de Maracujá, Tio Barnabé, Jhony Paixão, Genard, Forrozão, Viny brasil e Grupo Kantares, além da realização do projeto Vila Esquenta Espicha.

    Outros R$ 540 mil foram repassados para Vanessa Almeida Molinari, para apresentação de Virgílio e os eventos São João da Ribeira Forró do Jegue e 10º Campeonato Estadual de Quadrilhas Juninas da Bahia.

    Por fim, a produtora Brilho Estrelar ficou com R$ 267 mil, pelos shows de Jorge Zarath, Renato Fechine, Del Feliz, Flor Serena, Edu Casanova, Banda Poizé, Jô Miranda e Zefa di Zeca.

    Somadas, as três empresas receberam R$ 1,667 milhão, o que corresponde a 32,8% do valor total dos cachês.

    Histórico – A grande quantidade de contratos assinados pelas empresas em questão com o poder público não é novidade. Uma rápida pesquisa mostra uma “parceria intensa” não só com o governo do Estado, mas também com diversas prefeituras – incluída a de Salvador – e em outras festas, como o Carnaval.

    Cachês – O maior cachê individual foi da dupla Thaeme e Thiago, que recebeu R$ 170 mil por uma apresentação em Macaúbas.

    Outros três artistas, porém, receberam mais recursos: Geraldo Azevedo cobrou R$ 280 mil para tocar em Salvador e São Sebastião do Passé; a banda Estakazero recebeu R$ 270 mil por apresentações em Salvador, São Sebastião do Passé e Ilhéus; e Adelmário Coelho tocou em Salvador, Senhor do Bonfim e Amargosa por R$ 210 mil.

    O governo informou ter contado com o patrocínio de empresas como Banco do Brasil, Shopping da Bahia e Schin, mas não revelou o valor investido.