Um ano após eleição, Lula comenta vitória sobre Bolsonaro: tão maiúscula, que ficou nocauteado

    ‘A quantidade de utilização da máquina pública para tentar evitar de perder as eleições foi de tamanha magnitude, que quando ele perdeu ele entrou em parafuso’, avalia o petista

    Foto: CanalGov

    Um ano após o segundo turno da eleição que lhe sagrou Presidente da República pela terceira vez, Lula (PT) comentou a vitória sobre Jair Bolsonaro (PL) e afirmou que o adversário “ficou nocauteado” ao não conseguir a reeleição em 2022.

    “A nossa vitória foi uma vitória, eu diria, tão maiúscula que ele ficou nocauteado. Ele ficou dentro de casa por um mês, porque não sabia o que fazer. Porque a quantidade de dinheiro que eles jogaram durante o processo eleitoral, a quantidade de utilização da máquina pública para tentar evitar de perder as eleições foi de tamanha magnitude, que quando ele perdeu ele entrou em parafuso”, disse o chefe do Executivo nesta terça-feira (31), durante o programa Conversa com o Presidente.

    “Ele se trancou dentro de casa, às vezes chorando, lamentava… Tem gente que diz que tinha dia que ele falava, tinha dia que ele não falava”, lembrou o petista, que classificou seu primeiro ano de governo como “glorioso para a democracia brasileira”.

    “O povo que pensa na verdade, o povo que quer construir um Brasil saudável, humanitário, um Brasil que as pessoas vivam felizes, que construam a sua família com a maior delicadeza, com o maior respeito, esse povo venceu as eleições”, avaliou Lula, após apontar a gestão Bolsonaro como o período “de maior quantidade de mentiras contadas no Brasil, desde que o Brasil foi descoberto” e afirmar que o ex-presidente se isolou após a derrota eleitoral para se dedicar a tramas golpistas.

    “Na verdade, ele estava preparando um golpe, que era pra ser no dia da minha diplomação. Como eu mudei a diplomação do dia 18 pro dia 12, eles foram pegos de surpresa. Mesmo assim, no dia 12, quando eu fui diplomado, fizeram aquele Carnaval em frente à Polícia Federal, tocaram fogo em ônibus, no centro de Brasília com a proteção da polícia”, disse o presidente.