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    ‘Vitória no 2º turno foi do povo brasileiro’, diz Ronaldo Mansur

    Ex-candidato do PSOL ao governo da Bahia defendeu reflexão da esquerda e união coletiva

    Foto: Divulgação

    O ex-candidato do PSOL ao governo da Bahia nas eleições deste ano, Ronaldo Mansur, analisou o resultado do segundo turno presidencial e apontou a mobilização popular espontânea como o fator decisivo para a virada histórica de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL). 

    Em declarações ao bahia.ba, o psolista ressaltou que o engajamento direto da população superou as fronteiras partidárias.

    Para Mansur, a recondução de Lula ao Palácio do Planalto, consolidada após o petista ampliar sua votação em mais de 10 milhões de votos entre o primeiro e o segundo turno, reflete a rejeição de amplos setores da sociedade à política bolsonarista, incluindo o afastamento de segmentos da própria direita.

    “A vitória não foi da esquerda, foi do povo brasileiro, que foi para as ruas e bancou a reeleição do Lula. A esquerda foi parte importante nessa guerra que foi coletiva. Vencemos”, declarou Mansur.

    Mansur cobra unidade e reflexão

    O político destacou que, apesar das divergências internas e correntes diversas do campo progressista, a unidade se fez necessária no contexto eleitoral. Contudo, defendeu uma avaliação crítica da atuação política, especialmente da maior legenda de esquerda do país.

    “Vale uma reflexão a toda a esquerda, aonde erramos e uma reflexão maior, do Partido dos Trabalhadores, por ser o maior partido de esquerda do país”, ponderou.

    Mansur enfatizou que a atuação partidária e a construção política devem priorizar o trabalho coletivo, com o debate restrito ao campo ideológico. Segundo ele, o cenário pós-eleitoral exige reorganização imediata do bloco progressista diante dos novos desafios do país.

    “A luta revolucionária é coletiva, a organização partidária de esquerda deve ser coletiva e solidária. As divergências devem ser no campo das ideias. Ou nos organizamos para enfrentar um novo Brasil, a partir de hoje, ou teremos muitas crises”, concluiu.

    Embora o PSOL baiano mantenha uma postura crítica em relação ao governo estadual liderado por Jerônimo Rodrigues (PT), disputado por Mansur na primeira etapa do pleito, a legenda manteve alinhamento nacional com a candidatura do presidente Lula.