Faculdades privadas demitem 186 profissionais em Salvador

    Um grupo de 56 docentes/funcionários foi dispensado da Uniruy este mês, segundo jornal da capital

    Foto: Tony Winston/ Agência Brasília

    Em um dos reflexos dos impactos econômicos da pandemia, um total de 186 professores e funcionários foi desligado de faculdades e universidades particulares de Salvador desde o segundo semestre do ano passado. No último dia 12, com a proximidade do semestre 2021.2, foram demitidos 56 trabalhadores no mesmo dia na Uniruy.

    Considerando cortes iniciados no segundo semestre do ano passado, 110 pessoas foram demitidas na UniFTC, 14 da UCsal e 6 da Faculdade Batista Brasileira. O levantamento foi feito pelo jornal Correio*, que apresentou também casos de descumprimento de direitos trabalhistas.

    O fisioterapeuta Gabriel Vilas Boas, 43 anos, membro da Sociedade Brasileira de Anatomia Humana (SBA), trabalhou na UniFTC por 16 anos e 11 meses e também foi demitido este mês. O docente relatou que não recebeu o valor devido em FGTS – ele calcula ter direito a cerca de R$ 45 mil e foram pagos R$ 14 mil.

    “Pedi uma revisão a eles na hora e apoio jurídico ao sindicato, que foi muito solícito. Teve tempo de serviço que não foi contabilizado, cargo que não foi pago, porque cheguei a ser coordenador de graduação. E agora é brigar na Justiça”, declarou Vilas Boas.

    Segundo a publicação, desde 2016 o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5) homologou 1.504 processos, uma média de 22 por mês. O número envolve apenas seis das principais faculdades de Salvador – Unime, UniFTC, Ucsal, Uniruy, Unifacs e Unijorge.